CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
Qual a afirmação correta em relação à inervação do músculo esfíncter da pupila?
Parassimpático (Miose) → Nervos Ciliares Curtos; Simpático (Midríase) → Nervos Ciliares Longos.
O músculo esfíncter da pupila é controlado pelo sistema parassimpático, cujas fibras pós-ganglionares viajam do gânglio ciliar ao globo ocular pelos nervos ciliares curtos.
O controle do diâmetro pupilar é um processo dinâmico que envolve o equilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático. O músculo esfíncter da pupila, responsável pela miose, recebe inervação parassimpática originada no núcleo de Edinger-Westphal. Essas fibras viajam pelo nervo oculomotor e fazem sinapse no gânglio ciliar, de onde partem os nervos ciliares curtos. Clinicamente, o conhecimento dessas vias permite localizar lesões neurológicas. Por exemplo, uma paralisia do terceiro par craniano que envolve a pupila sugere compressão externa (como um aneurisma da artéria comunicante posterior), pois as fibras parassimpáticas localizam-se superficialmente no nervo. Já a Síndrome de Horner resulta de uma interrupção da via simpática, levando a miose, ptose e anidrose ipsilateral.
A via começa no núcleo de Edinger-Westphal no mesencéfalo. As fibras pré-ganglionares viajam junto ao nervo oculomotor (III par) até o gânglio ciliar na órbita. No gânglio ciliar, ocorre a sinapse, e as fibras pós-ganglionares seguem pelos nervos ciliares curtos para inervar o músculo esfíncter da pupila e o músculo ciliar.
Os nervos ciliares longos são ramos do nervo nasociliar (divisão oftálmica do trigêmeo). Eles carregam fibras sensoriais da córnea e íris, além de fibras simpáticas pós-ganglionares (originadas no gânglio cervical superior) destinadas ao músculo dilatador da pupila. Portanto, enquanto os curtos fazem miose, os longos participam da midríase.
A lesão do gânglio ciliar ou dos nervos ciliares curtos resulta na Pupila de Adie. Clinicamente, observa-se uma pupila midriática que reage mal à luz, mas apresenta uma resposta lenta e tônica à acomodação (dissociação luz-perto). Isso ocorre devido à denervação parassimpática seguida de uma regeneração aberrante das fibras destinadas ao músculo ciliar para o esfíncter pupilar.
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