UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Ao realizar anestesia local para drenagem de tórax, a origem dos nervos que serão bloqueados e a camada pleural correspondente são, respectivamente:
Parietal = Nervos Intercostais (Dor) | Visceral = Vago/Simpático (Insensível)
A pleura parietal possui inervação somática (intercostais e frênico), sendo sensível à dor, enquanto a visceral tem inervação autonômica e é insensível a estímulos dolorosos.
A compreensão da anatomia neuro-sensorial do tórax é fundamental para a realização de procedimentos invasivos. A pleura parietal, derivada do mesoderma somático, compartilha a inervação da parede torácica, o que explica a dor bem localizada durante a pleurite ou inserção de dreno. Já a pleura visceral, derivada do mesoderma esplâncnico, segue o padrão de sensibilidade das vísceras abdominais, sendo mediada pelo sistema autônomo. Na prática clínica, ao realizar uma drenagem de tórax, o médico deve garantir que o anestésico local atinja o espaço subpleural para bloquear os ramos terminais dos nervos intercostais, minimizando o sofrimento do paciente durante a abertura da pleura parietal.
A pleura parietal é inervada pelos nervos intercostais (nas porções costal e periférica do diafragma) e pelo nervo frênico (na porção central do diafragma e pleura mediastinal), conferindo sensibilidade somática aguda.
A pleura visceral recebe inervação do plexo pulmonar (vago e troncos simpáticos). Como não possui fibras de sensibilidade somática, ela é insensível a estímulos como incisão ou cauterização, reagindo apenas a tensões mecânicas extremas.
A infiltração deve ser generosa na pele, periósteo da costela e, principalmente, na pleura parietal, que é a estrutura mais sensível durante a penetração do trocarte ou pinça.
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