AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
O sistema nervoso autônomo tem papel fundamental no correto funcionamento das vísceras pélvicas, e a integridade das fibras nervosas que compõem o os sistemas simpático e parassimpático é essencial para as funções miccional, evacuatória e sexual. Considerando a inervação pélvica feminina, analise as seguintes afirmativas e assinale a correta:
Plexo hipogástrico inferior = fibras simpáticas (nervos hipogástricos) + parassimpáticas (nervos esplâncnicos pélvicos).
A inervação pélvica é complexa, com o plexo hipogástrico inferior sendo um ponto crucial de convergência. Ele recebe fibras simpáticas do plexo hipogástrico superior (via nervos hipogástricos) e fibras parassimpáticas dos nervos esplâncnicos pélvicos, sendo essencial para as funções miccional, evacuatória e sexual. A compreensão dessa anatomia é vital para cirurgias pélvicas.
O sistema nervoso autônomo desempenha um papel crucial na regulação das funções das vísceras pélvicas femininas, incluindo a micção, evacuação e sexualidade. A compreensão detalhada da inervação pélvica é fundamental para cirurgiões que atuam nessa região, a fim de minimizar o risco de lesões nervosas e suas consequentes disfunções. A pelve é inervada por componentes simpáticos, parassimpáticos e somáticos, que se organizam em plexos complexos. As fibras simpáticas da pelve originam-se nos níveis toracolombares da medula espinhal, formam o plexo hipogástrico superior e chegam à pelve através dos nervos hipogástricos. As fibras parassimpáticas, por sua vez, têm origem nos níveis sacrais (S2-S4) e são transportadas pelos nervos esplâncnicos pélvicos. Esses dois sistemas convergem e se interligam no plexo hipogástrico inferior, uma rede nervosa densa que inerva diretamente os órgãos pélvicos, como a bexiga, o reto, o útero e a vagina. A integridade desses nervos é essencial para o controle esfincteriano e a motilidade visceral. Durante cirurgias pélvicas, como a histerectomia, a dissecção cuidadosa é necessária para preservar esses nervos. A lesão dos nervos esplâncnicos pélvicos pode levar a hipotonia vesical e retenção urinária, enquanto a lesão dos nervos hipogástricos pode afetar a ejaculação (em homens) e a sensibilidade pélvica. Para residentes, o conhecimento anatômico preciso da inervação pélvica é vital para realizar procedimentos cirúrgicos com segurança, prevenir complicações pós-operatórias e entender a fisiopatologia das disfunções pélvicas.
Os nervos esplâncnicos pélvicos contêm fibras parassimpáticas que se originam nos níveis sacrais da medula espinhal (S2-S4). Eles são responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras pélvicas, promovendo a contração do detrusor da bexiga e a ereção do clitóris, entre outras funções.
O plexo hipogástrico inferior é uma rede nervosa complexa localizada bilateralmente na pelve, lateralmente ao reto e à vagina. É o principal centro de integração autonômica pélvica, onde as fibras simpáticas e parassimpáticas se misturam para inervar a bexiga, reto, útero e vagina, sendo crucial para suas funções.
Durante a histerectomia, os nervos esplâncnicos pélvicos e os nervos hipogástricos podem ser lesados, especialmente durante a dissecção lateral do útero e ligamentos uterossacros. Lesões podem resultar em disfunção vesical (hipotonia, retenção urinária), disfunção retal e disfunção sexual.
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