Inervação da Laringe: Nervos Recorrente e Superior

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

A cirurgia de cabeça e pescoço tem avançado consideravelmente nos últimos 40 anos, tanto nas técnicas quanto nas reconstruções após a ressecção de tumores de partes moles dessa região. Sabemos que as sequelas têm diminuído progressivamente, graças à utilização de tecnologias robóticas e métodos minimamente invasivos. No entanto, estruturas nobres dessa área podem ser comprometidas, e o médico responsável pelo seguimento ou reabilitação deve orientar o paciente quanto aos riscos e possíveis sequelas. Conhecer a topografia da região a ser operada é uma responsabilidade tanto do clínico quanto do cirurgião. Todos devem adotar uma postura humanizada e atenta ao estabelecer um plano de cuidado pós-operatórios. Assim, assinale a alternativa VERDADEIRA, no que se refere à anatomia dessa região:

Alternativas

  1. A) O nervo vago sai do forame jugular, e o nervo laríngeo inferior divide-se superiormente no espaço parafaríngeo e passa superficialmente à artéria carótida
  2. B) O nervo laríngeo recorrente inerva toda a musculatura laríngea, exceto o músculo cricotireóideo, que é inervado pelo nervo laríngeo superior
  3. C) Devido ao trajeto mais longo do nervo recorrente direito, a paralisia da corda vocal direita é mais comum que a da esquerda
  4. D) O nervo recorrente esquerdo separa-se do vago, passando em torno da artéria subclávia esquerda e voltando à faringe
  5. E) Nenhuma das anteriores

Pérola Clínica

Nervo laríngeo recorrente inerva quase todos os músculos laríngeos, exceto o cricotireóideo (nervo laríngeo superior).

Resumo-Chave

O nervo laríngeo recorrente (ramo do vago) inerva a maioria dos músculos intrínsecos da laringe, responsáveis pela fonação e proteção das vias aéreas. A exceção é o músculo cricotireóideo, que é inervado pelo ramo externo do nervo laríngeo superior, responsável pela tensão das cordas vocais.

Contexto Educacional

A anatomia da cabeça e pescoço é complexa e de extrema importância para cirurgiões e clínicos, especialmente no que tange à inervação da laringe. O nervo vago (X par craniano) emerge do forame jugular e dá origem a dois ramos cruciais para a laringe: o nervo laríngeo superior e o nervo laríngeo recorrente (também conhecido como nervo laríngeo inferior). O nervo laríngeo superior se divide em um ramo interno (sensitivo para a laringe acima das cordas vocais) e um ramo externo (motor para o músculo cricotireóideo). O músculo cricotireóideo é o único músculo intrínseco da laringe que não é inervado pelo nervo laríngeo recorrente; ele é responsável por tensionar as cordas vocais. O nervo laríngeo recorrente, por sua vez, inerva todos os outros músculos intrínsecos da laringe, que controlam a abdução e adução das cordas vocais, essenciais para a fonação e a proteção das vias aéreas. É importante notar que o trajeto do nervo laríngeo recorrente difere entre os lados: o direito passa sob a artéria subclávia direita, enquanto o esquerdo tem um trajeto mais longo, passando sob o arco da aorta. Devido a esse trajeto mais longo e sua proximidade com estruturas mediastinais, a paralisia da corda vocal esquerda é mais comum do que a direita em casos de lesões iatrogênicas ou patológicas. O conhecimento detalhado dessas estruturas é vital para evitar sequelas e para o manejo adequado de pacientes submetidos a cirurgias na região.

Perguntas Frequentes

Qual a função do nervo laríngeo recorrente na laringe?

O nervo laríngeo recorrente inerva quase todos os músculos intrínsecos da laringe, que são responsáveis pela movimentação das cordas vocais, essenciais para a fonação e a proteção das vias aéreas.

Qual músculo da laringe não é inervado pelo nervo laríngeo recorrente?

O músculo cricotireóideo é a exceção; ele é inervado pelo ramo externo do nervo laríngeo superior e é responsável por tensionar as cordas vocais.

Por que a paralisia da corda vocal esquerda é mais comum que a direita?

O nervo laríngeo recorrente esquerdo tem um trajeto mais longo, passando sob o arco da aorta, tornando-o mais suscetível a lesões por patologias torácicas ou cirurgias na região.

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