CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
Os nervos da córnea:
Nervos da córnea (V1) → Perda de mielina → Terminações livres no epitélio.
A córnea é altamente inervada pelo nervo oftálmico (V1), com fibras que perdem a mielina ao entrar no estroma e terminam como receptores livres no epitélio.
A córnea é um dos tecidos mais densamente inervados do corpo humano, possuindo uma densidade de terminações nervosas centenas de vezes superior à da pele. Essa inervação é vital não apenas para a percepção de dor e proteção, mas também para a manutenção da homeostase epitelial através da liberação de fatores neurotróficos. Anatomicamente, os nervos perdem a mielina logo após cruzarem o limbo, tornando-se transparentes. Eles formam uma rede complexa que se organiza em plexos estromais e um plexo subbasal muito denso. Qualquer dano a essa rede, como em cirurgias refrativas ou ceratites herpéticas, pode levar à perda de sensibilidade (hipoestesia) e ao desenvolvimento de ceratopatia neurotrófica.
A sensibilidade da córnea é fornecida pelo nervo oftálmico, que é o primeiro ramo (V1) do nervo trigêmeo (V par craniano). Os nervos ciliares longos, ramos do nervo nasociliar, entram na esclera e viajam até o limbo para inervar a córnea.
Os nervos entram na periferia da córnea em nível estromal médio. Ao avançarem cerca de 2-3 mm, perdem suas bainhas de mielina para manter a transparência corneana. Eles se ramificam para formar o plexo subbasal e, finalmente, perfuram a membrana de Bowman para terminar como terminações nervosas livres entre as células epiteliais.
Essas terminações funcionam como nociceptores extremamente sensíveis a estímulos mecânicos, térmicos e químicos. Elas são responsáveis pelo reflexo de piscar e pela produção reflexa de lágrimas, protegendo a integridade da superfície ocular contra agressões externas.
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