CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2017
Sobre a inervação da córnea, pode-se afirmar:
Córnea = tecido mais inervado do corpo; possui nociceptores, mecanoceptores e receptores de frio.
A sensibilidade corneana é mediada pelo ramo oftálmico do trigêmeo, apresentando três tipos de receptores sensoriais e maior densidade nervosa na região central.
A córnea é uma das estruturas mais densamente inervadas do corpo humano, com uma concentração de terminações nervosas cerca de 300 a 600 vezes maior que a da pele. Essa inervação é vital não apenas para a proteção contra traumas (via reflexo de piscar e lacrimejamento), mas também para a manutenção da saúde epitelial através da liberação de fatores neurotróficos. Patologias que afetam essa inervação, como a ceratite neurotrófica (comum após infecções por Herpes ou cirurgias), resultam em perda de sensibilidade, má cicatrização epitelial e risco de ulceração estéril. O exame da sensibilidade corneana (estesiometria) é, portanto, um componente essencial da avaliação oftalmológica.
A sensibilidade é fornecida pelo nervo trigêmeo (V par craniano), especificamente através do seu ramo oftálmico (V1). Os nervos ciliares longos e curtos penetram na esclera e formam um plexo denso que inerva o estroma e o epitélio corneano.
A córnea possui três tipos principais de receptores: 1) Nociceptores polimodais (respondem a estímulos mecânicos, térmicos e químicos, mediando a dor); 2) Mecanoceptores de limiar baixo (respondem ao toque e pressão); 3) Receptores de frio (detectam variações de temperatura e fluxo de ar).
Os nervos entram na córnea radialmente na periferia e perdem suas bainhas de mielina após cerca de 1-2 mm para manter a transparência. A densidade de terminações nervosas aumenta em direção ao centro da córnea, tornando a região central significativamente mais sensível que a periferia.
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