UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Mulher de 25 anos, G1P0A0, com idade gestacional de 40 semanas e 2 dias, tem indicação de indução do trabalho de parto por corioamniorrexe prematura. Deve ser informado à paciente que o trabalho de parto induzido tem riscos maiores das seguintes complicações, EXCETO:
Indução do parto (RPMO) ↑ risco de corioamnionite, HPP, atonia uterina, histerectomia; mas NÃO embolia amniótica.
A indução do trabalho de parto, especialmente em casos de corioamniorrexe prematura, aumenta o risco de infecção (corioamnionite), hemorragia pós-parto (devido à atonia uterina) e, em casos extremos, histerectomia. No entanto, a embolia amniótica é uma complicação rara e não está diretamente associada a um risco maior pela indução do parto.
A indução do trabalho de parto é um procedimento comum na obstetrícia, indicado quando os benefícios de interromper a gestação superam os riscos de sua continuação, tanto para a mãe quanto para o feto. A corioamniorrexe prematura (RPMO), que é a ruptura das membranas antes do início do trabalho de parto, é uma das indicações frequentes para a indução, visando reduzir o risco de infecção materna e fetal. No entanto, a indução não é isenta de riscos e pode aumentar a probabilidade de certas complicações. Entre as complicações mais frequentemente associadas à indução do trabalho de parto, destacam-se a corioamnionite, que é uma infecção das membranas e do líquido amniótico, especialmente quando há um longo período de latência após a RPMO. Outra complicação significativa é a hemorragia pós-parto (HPP), muitas vezes secundária à atonia uterina, que pode ser exacerbada pelo uso prolongado de ocitocina durante a indução. Em casos graves de HPP refratária, a histerectomia de emergência pode ser necessária para salvar a vida da paciente. A embolia amniótica, por outro lado, é uma complicação obstétrica rara, imprevisível e catastrófica, caracterizada pela entrada de líquido amniótico na circulação materna, desencadeando uma resposta inflamatória e anafilactoide grave. Embora seja uma emergência obstétrica, não há evidências robustas que demonstrem um aumento significativo do risco de embolia amniótica especificamente devido à indução do trabalho de parto. Residentes devem estar cientes dos riscos reais da indução para um aconselhamento adequado e manejo proativo das complicações.
As indicações comuns incluem gestação pós-termo, ruptura prematura das membranas, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, diabetes gestacional e corioamniorrexe prematura.
A indução, especialmente após a ruptura das membranas, prolonga o tempo entre a ruptura e o parto, facilitando a ascensão de bactérias e aumentando o risco de infecção intra-amniótica (corioamnionite).
A indução, particularmente com o uso de ocitocina por tempo prolongado, pode levar à fadiga uterina e atonia pós-parto, que é a principal causa de hemorragia pós-parto.
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