Indução do Parto: Quando e Como em Gestação a Termo

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 39 anos, G2 PV1, com idade gestacional de 40 semanas (calculada por ecografia obstétrica de 10 semanas de idade gestacional), procura sua maternidade de referência. Ela refere movimentação fetal e nega perdas de líquido ou sangramento vaginal. Está em uso de metildopa 750 mg/dia, por hipertensão gestacional, com bom controle pressórico. A paciente tem fator ABO Rh: A+ e realizou todas as rotinas laboratoriais do pré-natal, as quais estavam normais. Sua última ecografia obstétrica com Doppler foi realizada há 4 semanas e evidenciou feto único, cefálico, com índice de líquido amniótico normal, peso fetal no percentil 20 e circunferência abdominal fetal no percentil 30. O Doppler obstétrico apresentou-se normal.Ao exame físico, apresenta-se afebril, eupneica com frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto, pressão arterial de 127 × 66 mmHg. Ao exame físico obstétrico, identifica-se altura uterina de 34 cm, movimentação fetal presente, dinâmica uterina ausente e índice de Bishop de 8.À carditocografia, identificou-se aumento abrupto da frequência cardíaca fetal, com ápice maior ou igual a 15 batimentos por minuto e duração maior ou igual a 15 segundos; batimento cardíaco fetal basal de 130 batimentos por minuto e variabilidade da frequência cardíaca fetal de 20 batimentos por minuto.Nesse caso, conforme o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (2022), qual é a conduta médica adequada?

Alternativas

  1. A) Pedir uma ecografia obstétrica com Doppler.
  2. B) Solicitar a realização de uma amnioscopia.
  3. C) Indicar a indução de trabalho de parto.
  4. D) Orientar que retorne em 3 dias.

Pérola Clínica

Gestação a termo (40 sem) + Bishop favorável + CTG reativa + HAG controlada → Indução de trabalho de parto.

Resumo-Chave

Em gestações a termo (40 semanas) com hipertensão gestacional controlada e bem-estar fetal assegurado (CTG reativa, ILA normal, Doppler normal), um índice de Bishop favorável indica boa resposta à indução do trabalho de parto, que é a conduta adequada para evitar complicações do pós-datismo.

Contexto Educacional

A gestação a termo, especialmente após 40 semanas, requer uma avaliação cuidadosa do bem-estar materno e fetal, principalmente na presença de comorbidades como a hipertensão gestacional. O manejo adequado visa otimizar os resultados para mãe e bebê, evitando os riscos associados ao pós-datismo e às condições maternas. Neste cenário, a paciente apresenta 40 semanas de gestação, hipertensão gestacional controlada e um perfil de bem-estar fetal tranquilizador, evidenciado por uma cardiotocografia reativa e exames de Doppler anteriores normais. O índice de Bishop de 8 é um fator crucial, indicando um colo uterino favorável para a indução do trabalho de parto. Um colo favorável aumenta significativamente as chances de sucesso da indução e reduz a necessidade de cesariana. Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, a indução do trabalho de parto é a conduta mais adequada em gestações a termo com indicação médica e colo favorável. Isso permite o controle do momento do parto, minimizando os riscos de complicações como oligodrâmnio, insuficiência placentária e macrossomia fetal, que podem surgir com a progressão do pós-datismo. A vigilância contínua e a monitorização fetal são essenciais durante todo o processo de indução.

Perguntas Frequentes

Quando a indução do trabalho de parto é indicada em gestações a termo?

A indução é indicada em gestações a termo (a partir de 39-40 semanas) em casos de pós-datismo, hipertensão gestacional, diabetes gestacional, ruptura prematura de membranas, restrição de crescimento fetal ou outras condições que justifiquem o término da gestação.

O que o índice de Bishop indica e qual sua relevância para a indução?

O índice de Bishop avalia a maturidade do colo uterino (dilatação, esvaecimento, consistência, posição e altura da apresentação). Um Bishop maior ou igual a 6-8 indica um colo favorável, com maior probabilidade de sucesso na indução do trabalho de parto.

O que uma cardiotocografia reativa significa em uma gestante a termo?

Uma cardiotocografia reativa é um sinal de bem-estar fetal, caracterizada pela presença de acelerações da frequência cardíaca fetal (aumento de pelo menos 15 bpm por 15 segundos) em resposta à movimentação fetal, além de variabilidade moderada da linha de base.

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