PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Paciente de 38 anos, é C4A3, com história de ex tabagismo, mata ainda 2 cirurgias prévias para miomectomia (1 por histeroscopia e outra por via abdominal laparoscópica). Como já teve 3 abortamentos, tem muita preocupação em perder o bebê. Ela tem vontade de ter parto vaginal e é resistente à cesárea. Como esta com 41 semanas, sem nenhum sinal de trabalho de parto, com fato em boas condições, o médico do pré natal indicou indução do parte e era veio à consulta para saber se pode ou não fazer a indução. Das orientações abaixo, qual à a mais adequada para a paciente, considerando sua condição?
Indução do parto em útero com cicatriz de miomectomia → CONTRAINDICADA = Risco elevado de ruptura uterina.
A indução do trabalho de parto é contraindicada em pacientes com cicatriz uterina prévia, como as resultantes de miomectomia, devido ao risco significativamente aumentado de ruptura uterina. O uso de agentes uterotônicos, como as prostaglandinas (misoprostol), pode exacerbar esse risco.
A presença de uma cicatriz uterina prévia, especialmente após uma miomectomia que penetrou a cavidade uterina, representa uma contraindicação formal para a indução do trabalho de parto. O uso de agentes uterotônicos, como as prostaglandinas (misoprostol) ou ocitocina, aumenta o risco de ruptura uterina, uma emergência obstétrica com consequências potencialmente devastadoras para a mãe e o feto. A decisão sobre a via de parto em pacientes com miomectomia prévia deve ser cuidadosamente individualizada, considerando o tipo e profundidade da miomectomia, o número de cicatrizes e o desejo da paciente, mas sempre priorizando a segurança materno-fetal. Em casos de gestação a termo sem trabalho de parto espontâneo, a cesariana eletiva é frequentemente a opção mais segura para evitar os riscos associados à indução. É crucial que os profissionais de saúde orientem as pacientes de forma clara sobre os riscos e benefícios das diferentes abordagens, garantindo que a decisão final seja informada e segura.
O principal risco é a ruptura uterina, uma complicação grave que pode levar a morbidade e mortalidade materna e fetal.
Agentes uterotônicos, especialmente as prostaglandinas (como o misoprostol), são contraindicados ou devem ser usados com extrema cautela devido ao aumento do risco de ruptura uterina.
Sim, mas geralmente o parto vaginal é considerado apenas para trabalho de parto espontâneo. A indução é geralmente contraindicada, e muitas vezes a cesariana eletiva é a via de parto mais segura.
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