UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Situação em que devemos observar com mais cuidado na indução do parto sem, entretanto, ser considerada contraindicação, é a seguinte:
Hipertensão arterial grave é uma cautela na indução do parto, mas não contraindicação absoluta, exigindo monitoramento rigoroso.
A hipertensão arterial grave, como na pré-eclâmpsia, não impede a indução do parto se a condição materna e fetal permitir, mas requer vigilância intensiva devido ao risco de complicações como descolamento prematuro de placenta ou eclampsia.
A indução do parto é um procedimento comum na obstetrícia, indicado quando os benefícios da interrupção da gestação superam os riscos de sua continuação para a mãe ou o feto. É crucial que o residente compreenda as indicações, contraindicações e as situações que demandam cautela. A avaliação do colo uterino pelo escore de Bishop é fundamental para prever o sucesso da indução. As contraindicações absolutas incluem condições que tornam o parto vaginal perigoso ou impossível, como placenta prévia total, vasa prévia, prolapso de cordão, sofrimento fetal agudo que exige resolução imediata, herpes genital ativo com lesões e incisão uterina corporal prévia (cesariana clássica), devido ao alto risco de ruptura uterina. A presença de qualquer uma dessas condições exige a realização de uma cesariana. Situações como hipertensão arterial grave (ex: pré-eclâmpsia grave) são consideradas cautelas e não contraindicações absolutas. Nesses casos, a indução pode ser indicada para resolver a gestação e melhorar o quadro materno, mas exige monitoramento materno-fetal intensivo devido ao risco aumentado de complicações como descolamento prematuro de placenta, eclampsia ou hemorragia pós-parto. O manejo cuidadoso e a equipe preparada são essenciais para garantir a segurança da mãe e do bebê.
As contraindicações absolutas incluem placenta prévia ocluindo o orifício cervical interno, vasa prévia, prolapso de cordão umbilical, sofrimento fetal agudo, herpes genital ativo com lesões e incisão uterina corporal prévia (cesariana clássica), devido ao alto risco de ruptura uterina.
Embora exija monitoramento rigoroso, a hipertensão arterial grave (ex: pré-eclâmpsia) pode ser uma indicação para a indução do parto, visando a resolução da gestação para melhorar o quadro materno, desde que a condição fetal seja estável.
Os riscos incluem hiperestimulação uterina, sofrimento fetal, falha da indução com necessidade de cesariana, infecção intra-amniótica e, em casos raros, ruptura uterina.
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