HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Para uma paciente com uma cesárea anterior há 4 anos por apresentação córmica, atualmente com gestação de termo (40 semanas), que solicita indução do parto, o método contraindicado é:
Cesárea anterior + indução parto → Prostaglandinas (Misoprostol) CONTRAINDICADAS pelo risco de ruptura uterina.
Em pacientes com cesárea anterior, o uso de prostaglandinas para indução do parto é contraindicado devido ao risco significativamente aumentado de ruptura uterina. Essas substâncias podem causar contrações uterinas muito fortes e desorganizadas, comprometendo a integridade da cicatriz uterina.
A indução do parto em pacientes com cesárea anterior é um tema de grande relevância na obstetrícia, exigindo uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. O principal risco associado a essa prática é a ruptura uterina, uma complicação rara, mas potencialmente catastrófica para a mãe e o feto. A decisão de induzir o parto deve considerar a história obstétrica da paciente, o motivo da cesárea anterior, o tipo de incisão uterina (se conhecida) e as condições cervicais atuais. Entre os métodos de indução, as prostaglandinas (como o misoprostol) são formalmente contraindicadas em pacientes com útero cicatricial, incluindo aquelas com cesárea anterior. Isso se deve à sua capacidade de induzir contrações uterinas potentes e, por vezes, imprevisíveis, que aumentam significativamente o risco de ruptura da cicatriz uterina. A hiperestimulação uterina causada por esses agentes pode levar a uma deiscência ou ruptura completa do útero, com consequências graves. Outros métodos, como a ocitocina e a amniotomia, podem ser utilizados com extrema cautela e sob monitoramento rigoroso em casos selecionados, onde os benefícios superam os riscos. A ocitocina deve ser administrada em doses baixas e tituladas, com monitoramento contínuo da atividade uterina e do bem-estar fetal. A amniotomia pode ser realizada se o colo estiver favorável. É imperativo que a indução do parto em pacientes com cesárea anterior ocorra em um ambiente hospitalar com capacidade para realizar uma cesariana de emergência imediata, caso ocorra alguma complicação.
O principal risco da indução do parto em pacientes com cesárea anterior é a ruptura uterina, uma complicação grave que pode levar a hemorragia materna e sofrimento fetal agudo, com alta morbimortalidade para ambos.
As prostaglandinas, como o misoprostol, são contraindicadas porque podem causar hiperestimulação uterina e contrações uterinas intensas e desorganizadas, aumentando drasticamente o risco de deiscência ou ruptura da cicatriz de cesárea prévia.
Em pacientes selecionadas com cesárea anterior, a ocitocina e a amniotomia podem ser consideradas para indução, mas sempre com monitoramento fetal e materno contínuo e rigoroso, e em ambiente hospitalar com capacidade para cesárea de emergência.
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