Indução do Parto: Manejo de Prostaglandinas e Complicações

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022

Enunciado

Uma primigesta, com idade gestacional de quarenta semanas, desejosa de parto vaginal, decide, conjuntamente com a equipe médica, pela indução do parto. Com essa finalidade, as características do colo uterino foram avaliadas, conforme o índice de Bishop (1964), que atribui uma pontuação de valor prognóstico para o êxito da indução. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) As prostaglandinas E1 (misoprostol) ou E2 (dinoprostona) podem ser utilizadas concomitantemente com a ocitocina e apresentam excelente efeito sinérgico.
  2. B) O pessário vaginal de prostaglandina E2 (dinoprostona) deve ser removido em caso de hipertonia uterina ou taquissistolia.
  3. C) A amniotomia, sempre que possível, deve ser realizada antes da administração das prostaglandinas E1 (misoprostol) ou E2 (dinoprostona), via vaginal.
  4. D) A prostaglandina E2 (dinoprostona) deve ser inserida, via vaginal, após o uso da prostaglandina E1 (misoprostol) quando o colo apresentar índice de Bishop maior que 6.
  5. E) A ocitocina deve ser utilizada quando o processo de maturação cervical tiver ocorrido de forma efetiva, ou seja, quando o índice de Bishop for menor ou igual a 3.

Pérola Clínica

Indução do parto: Prostaglandinas (Dinoprostona) devem ser removidas em caso de hipertonia/taquissistolia uterina.

Resumo-Chave

Durante a indução do parto com prostaglandinas, a monitorização da atividade uterina é crucial. A ocorrência de hipertonia ou taquissistolia uterina, que podem comprometer o bem-estar fetal, exige a remoção do agente tocolítico, como o pessário de dinoprostona, para evitar complicações.

Contexto Educacional

A indução do parto é um procedimento comum na obstetrícia, indicado quando os benefícios do parto superam os riscos da continuidade da gestação. A avaliação da maturidade cervical pelo Índice de Bishop é crucial para determinar a estratégia de indução, sendo que um colo imaturo (Bishop < 6) geralmente requer maturação cervical antes da administração de ocitocina. As prostaglandinas, como o misoprostol (E1) e a dinoprostona (E2), são agentes eficazes para a maturação cervical e indução do trabalho de parto. As prostaglandinas atuam amolecendo e esvaecendo o colo uterino, além de promoverem contrações. A dinoprostona, disponível em gel ou pessário vaginal, é uma opção para a maturação cervical. É fundamental monitorar a atividade uterina e o bem-estar fetal durante o uso desses agentes. A ocorrência de hipertonia uterina (contração prolongada) ou taquissistolia (contração excessiva) são complicações que exigem intervenção imediata, como a remoção do pessário de dinoprostona, para evitar hipóxia fetal. O manejo da indução do parto requer cautela e monitorização contínua. A ocitocina, um potente uterotônico, é geralmente utilizada após a maturação cervical efetiva ou em casos de Bishop favorável, mas nunca concomitantemente com prostaglandinas devido ao risco de hiperestimulação. A amniotomia pode ser realizada para acelerar o trabalho de parto, mas não deve preceder o uso de prostaglandinas para maturação cervical, a menos que o colo já esteja favorável.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a remoção do pessário de dinoprostona durante a indução do parto?

O pessário de dinoprostona deve ser removido imediatamente em casos de hipertonia uterina (contração uterina prolongada), taquissistolia (mais de 5 contrações em 10 minutos por 30 minutos) ou sinais de sofrimento fetal.

Qual a importância do Índice de Bishop na decisão de indução do parto?

O Índice de Bishop avalia a maturidade cervical (dilatação, esvaecimento, consistência, posição e altura da apresentação). Um Bishop score baixo (<6) indica colo imaturo e sugere a necessidade de maturação cervical antes da ocitocina, enquanto um score alto (>6) indica maior chance de sucesso com a indução.

Por que as prostaglandinas e a ocitocina não devem ser usadas concomitantemente na indução do parto?

O uso simultâneo de prostaglandinas e ocitocina aumenta significativamente o risco de hiperestimulação uterina, que pode levar a taquissistolia, hipertonia, sofrimento fetal e, em casos extremos, ruptura uterina. É necessário um intervalo de tempo seguro entre as administrações.

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