FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Gestante de 41 semanas, G1P0, apresenta colo uterino posterior, dilatação de 1cm, apagamento de 20% e Bishop = 3. Bem-estar fetal preservado, sem evidência de comorbidades e com desejo de parto normal. Considerando as diretrizes nacionais de assistência ao parto, qual a conduta mais adequada para a indução?
Bishop < 6 → Maturação cervical (Prostaglandinas/Método de Krause) antes da Ocitocina.
A indução em colo desfavorável exige preparo cervical prévio para aumentar as chances de sucesso do parto vaginal e reduzir a taxa de cesáreas desnecessárias.
A indução do parto é indicada quando os riscos de manter a gestação superam os riscos do nascimento. Em gestações de 41 semanas, a indução é uma prática recomendada para reduzir a morbimortalidade perinatal. A escolha do método depende estritamente das condições cervicais, sendo a maturação cervical o passo inicial obrigatório em colos imaturos para garantir a segurança e eficácia do procedimento.
O Índice de Bishop é uma escala que avalia a 'maturidade' do colo uterino através de cinco parâmetros: dilatação, apagamento, consistência, posição e altura da apresentação. Um escore < 6 indica colo desfavorável, necessitando de métodos de maturação cervical antes do uso de ocitocina para indução do parto.
Os métodos podem ser farmacológicos (prostaglandinas como o misoprostol ou dinoprostona) ou mecânicos (sonda de Foley/método de Krause). Eles visam amolecer e dilatar o colo, facilitando a fase ativa do parto e a resposta subsequente à ocitocina.
A ocitocina é a primeira escolha quando o colo já está favorável (Bishop ≥ 6) ou quando há rotura prematura de membranas em gestações a termo com colo já em processo de maturação. Em colos desfavoráveis, seu uso isolado tem alta taxa de insucesso.
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