HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
A respeito da indução de escarro em solução salina hipertônica, é correto afirmar:
Indução de escarro com salina hipertônica → coleta profunda para detecção de patógenos pulmonares.
A indução de escarro com solução salina hipertônica é uma técnica não invasiva que facilita a obtenção de amostras de vias aéreas inferiores, especialmente útil quando a expectoração espontânea é inadequada, permitindo a detecção de microrganismos como Mycobacterium tuberculosis e Pneumocystis jirovecii.
A indução de escarro com solução salina hipertônica é uma técnica valiosa na propedêutica respiratória, especialmente quando a coleta de escarro espontâneo é inviável ou insuficiente. Este método não invasivo visa obter amostras de vias aéreas inferiores, permitindo a detecção de uma gama de patógenos pulmonares, como Mycobacterium tuberculosis, fungos e Pneumocystis jirovecii. Sua importância clínica reside na capacidade de auxiliar no diagnóstico de infecções respiratórias graves, evitando procedimentos mais invasivos como a broncoscopia. O procedimento envolve a inalação de aerossol de solução salina hipertônica (geralmente 3% a 7%) por um período determinado, o que provoca tosse e mobilização de secreções das vias aéreas distais. A hipertonicidade da solução causa um influxo de água para o lúmen brônquico, fluidificando as secreções e facilitando sua expectoração. O diagnóstico é feito pela análise microbiológica do material coletado, que pode incluir baciloscopia, cultura, PCR e citologia. Para residentes, compreender a técnica e as indicações da indução de escarro é crucial para otimizar o diagnóstico e manejo de doenças pulmonares infecciosas. É fundamental estar atento às contraindicações relativas, como asma grave ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) descompensada, devido ao risco de broncoespasmo, e garantir a segurança do paciente durante o procedimento.
O objetivo é obter amostras de escarro alveolar profundo, ricas em células e patógenos das vias aéreas inferiores, para diagnóstico microbiológico, especialmente em pacientes que não conseguem expectorar espontaneamente.
É frequentemente indicada para o diagnóstico de tuberculose pulmonar, pneumonia por Pneumocystis jirovecii em imunocomprometidos, e outras infecções pulmonares quando métodos menos invasivos falham.
Sim, geralmente é segura, mas pode causar broncoespasmo em pacientes com hiperreatividade brônquica, como asmáticos, exigindo monitoramento e, por vezes, pré-medicação com broncodilatadores.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo