SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2019
Indique quais dos métodos anticoncepcionais abaixo aumentam a incidência de doença inflamatória pélvica:
DIU de cobre → ↑ risco de DIP, principalmente nos primeiros 20 dias pós-inserção. Hormonais orais ↓ risco.
O DIU de cobre, embora seja um método contraceptivo altamente eficaz, está associado a um pequeno aumento do risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), especialmente nas primeiras três semanas após a inserção, devido à potencial introdução de bactérias durante o procedimento. Métodos hormonais orais, por outro lado, podem até conferir proteção contra a DIP.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino, que pode envolver o útero, tubas uterinas e ovários. É uma condição séria que pode levar a infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. A relação entre métodos contraceptivos e DIP é um tópico importante na saúde da mulher. O DIU de cobre é um método contraceptivo altamente eficaz e seguro, mas sua inserção está associada a um pequeno aumento transitório do risco de DIP. Este risco é maior nas primeiras 20 dias após a inserção, devido à potencial introdução de microrganismos da vagina ou colo do útero para a cavidade uterina durante o procedimento. Após este período inicial, o risco de DIP em usuárias de DIU é baixo e comparável ao de mulheres que não usam DIU. Em contraste, os anticoncepcionais hormonais (orais, injetáveis, implantes) não aumentam o risco de DIP e, em alguns casos, podem até conferir proteção, pois o muco cervical espessado dificulta a ascensão bacteriana. O condom é o único método que oferece proteção contra DSTs e, consequentemente, contra a DIP. A laqueadura tubária e o diafragma não estão associados a um aumento da incidência de DIP. A triagem e tratamento de DSTs antes da inserção do DIU são medidas essenciais para reduzir o risco de DIP.
O DIU de cobre não causa DIP diretamente, mas o procedimento de inserção pode introduzir bactérias do trato genital inferior para o útero e tubas uterinas. O risco é maior nas primeiras 3 semanas após a inserção, diminuindo significativamente depois.
Os preservativos (condom) são os únicos métodos que protegem contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e, consequentemente, contra a DIP. Anticoncepcionais hormonais orais e injetáveis podem até reduzir o risco de DIP, pois espessam o muco cervical, dificultando a ascensão bacteriana.
Para minimizar o risco, é fundamental realizar uma triagem pré-inserção para DSTs, especialmente clamídia e gonorreia, e tratar qualquer infecção existente. A técnica asséptica rigorosa durante o procedimento de inserção também é crucial.
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