Índice Tornozelo-Braquial: Diagnóstico de DAP e Seguimento

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

O cálculo do índice tornozelo-braquial (ITB) pode auxiliar na avaliação de qual das situações a seguir?

Alternativas

  1. A) Neuropatias de origem metabólica, como diabetes mellitus, ou degenerativas, em que o cálculo do ITB contribui para a mensuração do grau de neuropatia, o que auxilia na opção terapêutica.
  2. B) Encurtamento de membros ocasionado por fraturas de membros inferiores, mal avaliadas e inadequadamente tratadas, gerando prejuízo em sua consolidação e na recuperação do paciente.
  3. C) Se estiver diminuído, indica risco aumentado de trombose venosa profunda de membros inferiores e tromboembolismo pulmonar, por maior chance de formação de trombos em veias profundas.
  4. D) Presença da doença arterial periférica e seguimento pós-operatório de procedimentos arteriais, seja como parâmetro de revascularização do membro, seja no diagnóstico de possíveis complicações.
  5. E) Aneurismas de aorta torácica, em que a diferença das medidas de aferição da pressão arterial no membro superior e inferior aponta fortemente para o diagnóstico de dissecção.

Pérola Clínica

ITB é ferramenta chave para diagnóstico de Doença Arterial Periférica e monitoramento pós-operatório de revascularização.

Resumo-Chave

O Índice Tornozelo-Braquial (ITB) é um método simples e não invasivo para avaliar a presença de doença arterial periférica (DAP), que é uma manifestação de aterosclerose sistêmica. Ele também é útil no seguimento de pacientes submetidos a procedimentos de revascularização, indicando a eficácia do tratamento ou a ocorrência de complicações.

Contexto Educacional

O Índice Tornozelo-Braquial (ITB) é uma ferramenta diagnóstica simples, não invasiva e de baixo custo, amplamente utilizada na avaliação da doença arterial periférica (DAP). A DAP, uma manifestação da aterosclerose sistêmica, afeta milhões de pessoas e está associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares maiores, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A capacidade de identificar precocemente a DAP através do ITB é crucial para a prevenção e o manejo adequado. Fisiologicamente, a pressão arterial nos membros inferiores deve ser igual ou ligeiramente superior à dos membros superiores. Um ITB abaixo de 0,9 indica que há um estreitamento significativo nas artérias das pernas, dificultando o fluxo sanguíneo. O cálculo do ITB é realizado com um manguito de pressão arterial e um Doppler portátil, medindo as pressões sistólicas nas artérias braquiais e nas artérias do tornozelo (tibial posterior e dorsal do pé). Além do diagnóstico, o ITB é fundamental no seguimento de pacientes após procedimentos de revascularização, como angioplastias ou cirurgias de bypass, para monitorar a patência do vaso e identificar possíveis complicações ou reestenoses. É também um importante preditor de mortalidade cardiovascular e pode auxiliar na estratificação de risco em pacientes assintomáticos com fatores de risco para aterosclerose. A interpretação correta do ITB é uma habilidade essencial para residentes em diversas especialidades médicas.

Perguntas Frequentes

O que é o Índice Tornozelo-Braquial (ITB) e como ele é calculado?

O Índice Tornozelo-Braquial (ITB) é a razão entre a pressão arterial sistólica medida no tornozelo e a pressão arterial sistólica medida no braço. É calculado dividindo-se a maior pressão sistólica obtida nas artérias tibial posterior ou dorsal do pé pela maior pressão sistólica obtida nas artérias braquiais. Um ITB normal varia de 1,0 a 1,4.

Qual o significado de um ITB diminuído?

Um ITB diminuído (geralmente < 0,9) indica a presença de doença arterial periférica (DAP), que é um estreitamento ou oclusão das artérias dos membros inferiores, geralmente causado por aterosclerose. Quanto menor o ITB, maior a gravidade da doença. Valores muito baixos (< 0,4) sugerem isquemia crítica do membro.

Em quais situações clínicas o ITB é mais útil?

O ITB é mais útil no diagnóstico e estratificação da gravidade da doença arterial periférica, especialmente em pacientes com claudicação intermitente, dor em repouso nos membros inferiores ou úlceras de difícil cicatrização. Também é valioso no seguimento pós-operatório de revascularizações, para avaliar a patência do enxerto ou a recorrência da doença, e como preditor de eventos cardiovasculares.

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