PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo industrializado, e sua contribuição para a mortalidade perioperatória em operações não cardíacas é significativa. Instrumentos adequados para a estratificação cardiovascular do risco anestésico estão disponíveis há algum tempo. Um dos instrumentos mais utilizados é o Índice de Risco Cardíaco Revisado que apresenta bom valor para predizer complicações no perioperatório. Em relação ao índice de risco cardíaco revisado, é CORRETO afirmar.
O Índice de Risco Cardíaco Revisado (Lee) inclui 6 fatores, sendo um deles a creatinina sérica > 2,0 mg/dL (insuficiência renal).
O Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR ou Lee) é uma ferramenta validada para predizer complicações cardíacas perioperatórias em cirurgias não cardíacas. Ele considera seis fatores independentes, e a insuficiência renal (creatinina > 2,0 mg/dL) é um deles, refletindo a importância da função renal na saúde cardiovascular e no risco cirúrgico.
As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morbimortalidade perioperatória em cirurgias não cardíacas. A estratificação do risco cardiovascular é uma etapa crucial na avaliação pré-operatória, visando identificar pacientes com maior probabilidade de complicações e otimizar seu manejo. O Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR), ou Índice de Lee, é uma ferramenta amplamente utilizada e validada para esse fim, sendo fundamental para o residente em anestesiologia e cirurgia. O IRCR consiste em seis preditores independentes de complicações cardíacas maiores: cirurgia de alto risco, doença isquêmica cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, doença cerebrovascular, diabetes mellitus em uso de insulina e creatinina sérica > 2,0 mg/dL. Cada um desses fatores contribui para o escore de risco, que varia de 0 a 6. A presença de insuficiência renal, refletida pela creatinina elevada, é um marcador importante de risco cardiovascular e sistêmico, justificando sua inclusão no índice. A aplicação do IRCR permite classificar os pacientes em diferentes categorias de risco, orientando a necessidade de exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma ou testes de estresse, e a implementação de estratégias de otimização pré-operatória, como ajuste de medicações ou revascularização. O conhecimento aprofundado do IRCR e seus componentes é indispensável para o residente, garantindo uma avaliação pré-operatória segura e um plano anestésico-cirúrgico adequado, minimizando o risco de eventos adversos cardiovasculares.
Os seis componentes do IRCR são: cirurgia de alto risco (intraperitoneal, intratorácica, suprainguinal vascular), doença isquêmica cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, doença cerebrovascular, diabetes mellitus em uso de insulina e creatinina sérica > 2,0 mg/dL (insuficiência renal). Cada fator presente soma um ponto.
O IRCR estratifica o risco somando os pontos dos fatores presentes. Um paciente com 0 pontos tem baixo risco de complicações cardíacas maiores (infarto, edema pulmonar, fibrilação ventricular, PCR, AVC). Quanto maior o número de pontos, maior o risco, guiando a necessidade de investigações adicionais e otimização pré-operatória.
A creatinina sérica elevada (> 2,0 mg/dL), indicando insuficiência renal, é um componente importante do IRCR porque a doença renal crônica está fortemente associada a um risco cardiovascular aumentado. Pacientes com disfunção renal têm maior probabilidade de desenvolver complicações cardíacas perioperatórias devido a comorbidades como hipertensão, anemia e aterosclerose acelerada.
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