SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
A avaliação do risco cardíaco é um componente crucial na preparação de pacientes para cirurgias não cardíacas. O Índice de Risco Cardíaco Revisado (RCRI) é amplamente utilizado para essa finalidade. Qual dentre os seguintes fatores é considerado um critério de risco no Índice de Risco Cardíaco Revisado (RCRI)?
RCRI ≥ 2 critérios → ↑ risco de eventos cardíacos maiores no perioperatório.
O RCRI (Índice de Lee) utiliza seis preditores clínicos independentes para estimar o risco de complicações cardíacas graves em cirurgias não cardíacas eletivas.
A avaliação de risco cirúrgico evoluiu para focar em preditores clínicos robustos. O RCRI é a ferramenta mais validada devido à sua simplicidade e acurácia diagnóstica. A identificação de insuficiência cardíaca ou doença coronariana prévia é vital, pois estas condições limitam a reserva funcional necessária para lidar com as flutuações hemodinâmicas do ato operatório. Além do RCRI, a capacidade funcional (medida em METs) deve ser integrada à decisão clínica, onde pacientes incapazes de realizar 4 METs de atividade possuem maior risco, independentemente da pontuação no índice.
Os seis critérios do Índice de Risco Cardíaco Revisado (RCRI), também conhecido como Índice de Lee, incluem: 1. Cirurgia de alto risco (ex: intraperitoneal, intratorácica ou suprainguinal vascular); 2. História de doença isquêmica do coração (IAM prévio, angina, teste de esforço positivo); 3. História de insuficiência cardíaca congestiva; 4. História de doença cerebrovascular (AVC ou AIT); 5. Diabetes mellitus necessitando de insulina; e 6. Creatinina sérica pré-operatória > 2,0 mg/dL. Cada critério soma um ponto, e a pontuação estratifica o risco de complicações cardíacas maiores (MACE).
A pontuação do RCRI classifica o paciente em quatro classes de risco: Classe I (0 pontos) com risco de 0,4%; Classe II (1 ponto) com risco de 0,9%; Classe III (2 pontos) com risco de 6,6%; e Classe IV (3 ou mais pontos) com risco superior a 11%. Pacientes com 2 ou mais pontos são geralmente considerados de risco moderado a alto, exigindo avaliação clínica mais detalhada e, possivelmente, exames complementares como o teste de esforço ou ecocardiograma sob estresse, dependendo da capacidade funcional.
Não. Embora a hipertensão arterial sistêmica seja um fator de risco cardiovascular clássico e importante para a saúde a longo prazo, ela não é um dos seis preditores independentes validados no Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee. O foco do RCRI é identificar condições que aumentam agudamente o risco de eventos isquêmicos ou descompensações hemodinâmicas graves durante o estresse cirúrgico imediato.
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