Índice de Goldman: Variáveis de Maior Risco Cardíaco

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Qual das variáveis abaixo mais pontua no índice de risco cardíaco (GOLDMAN)?

Alternativas

  1. A) IAM há menos de 6 meses
  2. B) B3 ou estase jugular
  3. C) Idade maior do que 70 anos
  4. D) Cirurgia de emergência
  5. E) Mais do que 5 ESV/minuto em qualquer momento antes da cirurgia

Pérola Clínica

B3 ou estase jugular = 11 pontos → Maior preditor individual de risco no Índice de Goldman.

Resumo-Chave

O Índice de Goldman prioriza sinais clínicos de insuficiência cardíaca descompensada (B3 e estase jugular) como os fatores de maior peso para complicações cardiovasculares graves no perioperatório.

Contexto Educacional

O Índice de Risco Cardíaco de Goldman, publicado em 1977, foi um dos primeiros modelos multivariados para estimar o risco de complicações cardíacas em cirurgias não cardíacas. Ele divide os pacientes em quatro classes de risco baseadas na soma de pontos, onde a Classe IV (mais de 26 pontos) associa-se a uma taxa de complicações fatais de até 56%. Na prática moderna, embora o Índice de Risco Cardíaco Revisado (Lee) seja mais utilizado por sua simplicidade, o Índice de Goldman permanece fundamental em provas de residência para testar o conhecimento sobre os preditores de maior gravidade. A identificação de B3 e estase jugular sinaliza uma reserva miocárdica mínima, exigindo otimização clínica rigorosa antes de qualquer intervenção eletiva.

Perguntas Frequentes

Qual a variável que mais pontua no Índice de Goldman?

A presença de ritmo de galope por terceira bulha (B3) ou de estase jugular é a variável de maior peso no Índice de Goldman original, somando 11 pontos. Isso reflete a gravidade da insuficiência cardíaca descompensada como fator de risco para eventos cardíacos maiores, como edema agudo de pulmão, infarto ou morte cardíaca durante ou após o procedimento cirúrgico.

Como o IAM recente é classificado no risco de Goldman?

Um Infarto Agudo do Miocárdio ocorrido nos últimos 6 meses antes da cirurgia é a segunda variável de maior peso, conferindo 10 pontos ao paciente. Embora seja um marcador crítico de instabilidade coronariana, estatisticamente, no estudo original de Goldman, os sinais de falência ventricular esquerda tiveram um impacto prognóstico ligeiramente superior.

Quais outras variáveis compõem o Índice de Goldman?

Além da B3 (11 pts) e IAM < 6 meses (10 pts), o índice considera: ritmo não sinusal ou extrassístoles supraventriculares (7 pts), mais de 5 extrassístoles ventriculares/min (7 pts), idade > 70 anos (5 pts), cirurgia de emergência (4 pts), cirurgia intraperitoneal, intratorácica ou aórtica (3 pts) e estado geral precário (3 pts).

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