Índice de Goldman: Fatores de Risco em Cirurgia Não Cardíaca

HCanMT - Hospital de Câncer de Mato Grosso — Prova 2015

Enunciado

Em 1977, Goldman e colaboradores identificaram critérios de morbimortalidade para pacientes submetidos a procedimentos não cardíacos. Dentre os descritos abaixo, marque qual fator não está presente na tabela de Goldman:

Alternativas

  1. A) Idade maior que 70 anos.
  2. B) Presença de terceira bulha (B3).
  3. C) Infarto do miocárdio nos últimos 6 meses.
  4. D) Diabetes mellitus.

Pérola Clínica

Tabela de Goldman para risco cardíaco pré-operatório NÃO inclui Diabetes Mellitus como critério.

Resumo-Chave

O Índice de Risco Cardíaco de Goldman (ou Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee, que é uma atualização) é uma ferramenta clássica para avaliar o risco de complicações cardíacas em cirurgias não cardíacas. Os critérios originais de Goldman incluem idade > 70 anos, infarto do miocárdio nos últimos 6 meses, presença de B3 ou distensão jugular, ritmo não sinusal ou extrassístoles atriais no ECG, estenose aórtica grave e cirurgia de emergência/intraperitoneal/intratorácica/aórtica. Diabetes mellitus, embora seja um fator de risco cardiovascular importante, não faz parte dos critérios originais de Goldman.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória do risco cardíaco em pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas é um componente essencial da prática médica, visando identificar pacientes com maior probabilidade de desenvolver complicações e otimizar seu manejo. O Índice de Risco Cardíaco de Goldman, desenvolvido em 1977, foi uma das primeiras ferramentas sistemáticas para essa estratificação de risco e ainda é um marco histórico na avaliação pré-operatória. Os critérios de Goldman atribuem pontos a fatores como idade avançada, histórico de infarto do miocárdio recente, sinais de insuficiência cardíaca (B3 ou distensão jugular), arritmias, estenose aórtica grave e o tipo de cirurgia. A soma desses pontos classifica o paciente em diferentes classes de risco, correlacionadas com a probabilidade de eventos cardíacos maiores. É fundamental para o residente conhecer esses critérios, mas também entender suas limitações e o contexto histórico. Embora o diabetes mellitus seja um fator de risco cardiovascular bem estabelecido e importante na avaliação global do paciente, ele não foi incluído nos critérios originais de Goldman. Ferramentas mais recentes, como o Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee, incorporam outros fatores e oferecem uma avaliação mais atualizada do risco perioperatório.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios originais do Índice de Risco Cardíaco de Goldman?

Os critérios originais de Goldman incluem: idade > 70 anos, infarto do miocárdio nos últimos 6 meses, presença de B3 ou distensão jugular, ritmo não sinusal ou extrassístoles atriais no ECG, estenose aórtica grave e cirurgia de emergência/intraperitoneal/intratorácica/aórtica.

Qual a finalidade do Índice de Goldman na avaliação pré-operatória?

O Índice de Goldman tem como finalidade estratificar o risco de complicações cardíacas maiores (como infarto do miocárdio, edema pulmonar, arritmias ventriculares ou morte cardíaca) em pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas, auxiliando na tomada de decisão e na otimização pré-operatória.

O diabetes mellitus é um fator de risco para complicações cardíacas em cirurgia?

Sim, o diabetes mellitus é um importante fator de risco cardiovascular e aumenta o risco de complicações perioperatórias, incluindo as cardíacas. No entanto, ele não está presente nos critérios originais do Índice de Goldman de 1977, embora seja considerado em avaliações de risco mais abrangentes ou em índices revisados.

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