FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Um lactente de 5 meses foi internado na emergência pediátrica por quadro de insuficiência respiratória secundária a bronquiolite. Foi intubado e está em ventilação mecânica com os seguintes parâmetros: Assistido-controlado a pressão: FIO₂: 45% FR: 25PEEP: 6 Ppico: 28 Tins: 0,6 Vc: 7,5 ml/kg MAP: 15 cmH₂O Gasometria arterial: pH: 7,25 pO₂:66 mmHg pCO2: 56 HCO₃: 20 mEq/L BE: - 5. Qual a interpretação gasométrica deste caso?
IO = (MAP × FiO2) / PaO2. IO > 10 em pediatria sinaliza disfunção respiratória moderada a grave.
A acidose mista (respiratória + metabólica) em lactentes com bronquiolite indica fadiga muscular respiratória e possível hipoperfusão tecidual.
No caso clínico apresentado, o lactente apresenta pH 7,25 (acidose), pCO2 56 (respiratória) e BE -5 (metabólica), configurando acidose mista. O cálculo do IO (15 * 45 / 66) resulta em aproximadamente 10,2. A bronquiolite grave pode levar a esse cenário por obstrução de vias aéreas inferiores, gerando retenção de CO2 e aumento do trabalho respiratório, que culmina em acidose lática por fadiga.
O IO é calculado pela fórmula: (Pressão Média de Vias Aéreas [MAP] × Fração Inspirada de Oxigênio [FiO2]) / Pressão Arterial de Oxigênio [PaO2]. É um marcador prognóstico fundamental na insuficiência respiratória pediátrica.
A acidose mista ocorre quando há um pH baixo (< 7,35) acompanhado de pCO2 elevado (acidose respiratória) e um bicarbonato baixo ou Base Excess (BE) negativo (acidose metabólica).
O IO ajuda a estratificar a gravidade da lesão pulmonar. Valores crescentes sugerem falha na estratégia ventilatória convencional e podem indicar a necessidade de terapias de resgate, como ventilação oscilatória de alta frequência ou ECMO.
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