AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
O índice de líquido amniótico é considerado como “oligoâminio” quando o seu valor está:
Oligoâmnio = Índice de Líquido Amniótico (ILA) < 5 cm.
O oligoâmnio é definido por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) menor que 5 cm, ou pela maior bolsa única menor que 2 cm. Essa condição indica uma redução significativa do volume de líquido amniótico e pode estar associada a diversas complicações maternas e fetais, exigindo monitoramento rigoroso.
O líquido amniótico desempenha um papel vital no desenvolvimento fetal, protegendo o feto, permitindo o movimento e contribuindo para o desenvolvimento pulmonar. O volume de líquido amniótico é avaliado principalmente por ultrassonografia, utilizando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) ou a medida da maior bolsa única. O oligoâmnio, definido como ILA menor que 5 cm ou maior bolsa única menor que 2 cm, indica uma redução patológica desse volume. A etiologia do oligoâmnio é variada e pode incluir fatores maternos (desidratação, hipertensão, pré-eclâmpsia), placentários (insuficiência uteroplacentária) e fetais (anomalias renais, restrição de crescimento intrauterino, ruptura prematura de membranas). A identificação precoce do oligoâmnio é crucial, pois está associada a um aumento do risco de complicações como compressão do cordão umbilical, hipoplasia pulmonar, deformidades ortopédicas e sofrimento fetal. O manejo do oligoâmnio exige uma avaliação detalhada da causa subjacente e um monitoramento fetal rigoroso, incluindo perfil biofísico e dopplerfluxometria. As opções de tratamento variam desde a hidratação materna até a amnioinfusão em casos selecionados, com o objetivo de melhorar o ambiente intrauterino. Em algumas situações, a antecipação do parto pode ser necessária para evitar desfechos adversos.
As causas incluem ruptura prematura de membranas, insuficiência uteroplacentária, anomalias renais fetais, uso de certos medicamentos (ex: AINEs) e gestação pós-termo.
Os riscos incluem compressão do cordão umbilical, hipoplasia pulmonar (se precoce), deformidades esqueléticas, restrição de crescimento intrauterino e sofrimento fetal.
O manejo depende da causa e da idade gestacional, podendo incluir monitoramento fetal intensivo, hidratação materna, amnioinfusão (em casos selecionados) e, em algumas situações, a antecipação do parto.
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