Oligoâmnio: Diagnóstico e Significado Clínico do ILA

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023

Enunciado

O índice de líquido amniótico é considerado como “oligoâminio” quando o seu valor está:

Alternativas

  1. A) Menor que 5.
  2. B) Entre 5 e 8.
  3. C) Entre 9 e 10.
  4. D) Entre 11 e 12.

Pérola Clínica

Oligoâmnio = Índice de Líquido Amniótico (ILA) < 5 cm.

Resumo-Chave

O oligoâmnio é definido por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) menor que 5 cm, ou pela maior bolsa única menor que 2 cm. Essa condição indica uma redução significativa do volume de líquido amniótico e pode estar associada a diversas complicações maternas e fetais, exigindo monitoramento rigoroso.

Contexto Educacional

O líquido amniótico desempenha um papel vital no desenvolvimento fetal, protegendo o feto, permitindo o movimento e contribuindo para o desenvolvimento pulmonar. O volume de líquido amniótico é avaliado principalmente por ultrassonografia, utilizando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) ou a medida da maior bolsa única. O oligoâmnio, definido como ILA menor que 5 cm ou maior bolsa única menor que 2 cm, indica uma redução patológica desse volume. A etiologia do oligoâmnio é variada e pode incluir fatores maternos (desidratação, hipertensão, pré-eclâmpsia), placentários (insuficiência uteroplacentária) e fetais (anomalias renais, restrição de crescimento intrauterino, ruptura prematura de membranas). A identificação precoce do oligoâmnio é crucial, pois está associada a um aumento do risco de complicações como compressão do cordão umbilical, hipoplasia pulmonar, deformidades ortopédicas e sofrimento fetal. O manejo do oligoâmnio exige uma avaliação detalhada da causa subjacente e um monitoramento fetal rigoroso, incluindo perfil biofísico e dopplerfluxometria. As opções de tratamento variam desde a hidratação materna até a amnioinfusão em casos selecionados, com o objetivo de melhorar o ambiente intrauterino. Em algumas situações, a antecipação do parto pode ser necessária para evitar desfechos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de oligoâmnio?

As causas incluem ruptura prematura de membranas, insuficiência uteroplacentária, anomalias renais fetais, uso de certos medicamentos (ex: AINEs) e gestação pós-termo.

Quais os riscos do oligoâmnio para o feto?

Os riscos incluem compressão do cordão umbilical, hipoplasia pulmonar (se precoce), deformidades esqueléticas, restrição de crescimento intrauterino e sofrimento fetal.

Como é feito o manejo do oligoâmnio?

O manejo depende da causa e da idade gestacional, podendo incluir monitoramento fetal intensivo, hidratação materna, amnioinfusão (em casos selecionados) e, em algumas situações, a antecipação do parto.

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