UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
O índice bispectral (BIS), um monitor utilizado durante anestesias gerais e sedações, é essencialmente um eletroencefalograma modificado que acessa a atividade das ondas cerebrais e reporta um número de 0 a 100. A imagem a seguir representa 4 pacientes sob anestesia geral e monitorados com BIS: Pode-se afirmar que o paciente com nível de consciência e profundidade anestésica mais adequado é o:
BIS ideal para anestesia geral = 40 a 60 (garante hipnose e evita despertar).
O BIS processa o EEG em um valor numérico de 0 a 100. Valores entre 40 e 60 indicam profundidade anestésica adequada para cirurgia, reduzindo o risco de despertar acidental e sobredosagem.
O Índice Bispectral (BIS) é uma tecnologia baseada no processamento digital do eletroencefalograma frontal. Ele utiliza algoritmos que analisam a frequência, amplitude e coerência das ondas cerebrais para gerar um índice adimensional. Sua introdução na prática clínica permitiu uma titulação mais precisa de agentes hipnóticos, como propofol e gases halogenados. A utilização do BIS é particularmente relevante em pacientes submetidos a bloqueio neuromuscular total, onde os sinais clínicos de despertar (como movimentação) estão ausentes. Além de prevenir o despertar intraoperatório, a monitorização auxilia na redução do consumo de anestésicos e acelera a recuperação pós-anestésica.
A faixa recomendada para a manutenção de uma anestesia geral adequada situa-se entre 40 e 60. Valores acima de 60 aumentam o risco de consciência e despertar intraoperatório, enquanto valores abaixo de 40 indicam uma depressão cortical excessiva (anestesia profunda), que pode estar associada a desfechos negativos no pós-operatório, como delirium ou maior mortalidade em pacientes frágeis.
O valor 100 representa o estado de vigília plena (paciente acordado), com atividade eletroencefalográfica normal. O valor 0 representa o silêncio elétrico cerebral (EEG isoelétrico), indicando ausência total de atividade cortical, geralmente associada a estados de coma profundo ou sobredosagem anestésica extrema.
Diversos fatores podem causar leituras imprecisas, incluindo interferências eletromagnéticas (bisturi elétrico), atividade muscular excessiva (eletromiografia), uso de certas drogas como a cetamina (que pode aumentar o BIS apesar da hipnose) ou óxido nitroso, e condições clínicas como hipotermia grave ou hipoglicemia.
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