INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
A Equipe de Saúde da Família de determinada Unidade Básica de Saúde (UBS) na região Norte do país iniciou, em 2017, o planejamento e o desenvolvimento de algumas atividades estratégicas que incluíam ações voltadas para: 1. busca ativa e diagnóstico da hanseníase; 2. busca ativa de sintomáticos respiratórios; 3. condução de grupo de orientação alimentar para pessoas com diabetes melito e hipertensão arterial sistêmica; 4. implementação de campanha de incentivo à realização de testes rápidos para a detecção de hepatites virais B e C. Espera-se, com essas medidas, que os indicadores de saúde, na área de abrangência dessa UBS, tenham a seguinte evolução:
Busca ativa ↑ detecção inicial de doenças; controle de DCNT ↓ mortalidade cardiovascular.
Ações de busca ativa aumentam a detecção de casos ocultos, enquanto o manejo de hipertensão e diabetes reduz desfechos graves como IAM e AVC.
A compreensão dos indicadores de saúde é vital para a gestão na Estratégia Saúde da Família (ESF). Quando uma equipe intensifica a busca ativa de sintomáticos respiratórios para tuberculose ou realiza campanhas de detecção de hanseníase, o resultado esperado é o aumento das taxas de detecção e incidência oficial. Isso demonstra que o serviço está sendo efetivo em captar a demanda reprimida, permitindo o início do tratamento e a interrupção da cadeia de transmissão. Simultaneamente, ações voltadas para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) visam a redução de desfechos negativos. O controle rigoroso de hipertensos e diabéticos tem como meta principal a diminuição das taxas de internação e mortalidade por causas cardiovasculares, como o IAM e o AVC. Portanto, o sucesso de uma intervenção na atenção primária é medido tanto pelo aumento da detecção de doenças infectocontagiosas quanto pela redução das complicações graves de doenças crônicas, refletindo uma vigilância em saúde robusta e resolutiva.
A busca ativa identifica casos que já existem na comunidade, mas que ainda não foram diagnosticados pelo sistema de saúde (prevalência oculta). Ao implementar essa estratégia, o número de diagnósticos novos aumenta no curto prazo, elevando a taxa de detecção, o que reflete uma melhoria na vigilância e não necessariamente um aumento real da transmissão.
O manejo adequado do diabetes melito (DM) e da hipertensão arterial sistêmica (HAS) através de orientação alimentar e farmacoterapia atua na prevenção secundária de eventos cardiovasculares. Ao controlar os níveis glicêmicos e pressóricos, reduz-se a lesão de órgão-alvo e a progressão da aterosclerose, resultando em menor incidência de infarto agudo do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.
A implementação de testes rápidos para hepatites B e C aumenta a prevalência conhecida da doença, pois indivíduos assintomáticos são diagnosticados. No longo prazo, isso permite o tratamento precoce, reduzindo a transmissão e a mortalidade por complicações como cirrose e hepatocarcinoma, embora inicialmente as taxas de detecção subam.
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