SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
No departamento de emergência estão em observação 4 pacientes, todos com tratamento inicial para o quadro e em uso de oxigenioterapia suplementar adequada.Paciente 1: mulher, 65 anos, diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica exacerbada, frequência respiratória= 25 rpm, gasometria arterial com pH = 7,38 (VR = 7,35 -07,45), PaO2= 60 mmHg, PaCO2 = 57 mmHg (VR = 80-100 mmHg), Saturação de O2 = 90%, Bic= 35 mEq/l (VR = 22-26 mEq/L).Paciente 2: homem, 27 anos, diagnóstico de asma exacerbada, frequência respiratória= 28 rpm, gasometria arterial com pH= 7,48 (VR= 7,35 -07,45), PO2= 55 mmHg (VR= 80-100 mmHg), PCO2= 32 mmHg (VR= 35-45 mmHg), Bic= 26 mEq/l (VR= 22-26 mEq/L), Saturação de O2= 85%.Paciente 3: mulher, 70 anos, diagnóstico de edema agudo de pulmão, frequência respiratória= 25 rpm, gasometria arterial com pH= 7,43 (VR= 7,35 -07,45), PaO2= 55 mmHg (VR= 80-100 mmHg), PaCO2= 36 mmHg (VR= 35-45 mmHg), Bic= 26 mEq/l (VR= 22-26 mEq/L), Saturação de O2= 87%Paciente 4: homem, 35 anos, diagnóstico de pneumonia lobar direita, frequência respiratória = 28 rpm, gasometria arterial com pH= 7,20 (VR= 7,35 -07,45), PaO2= 55 mmHg (VR= 80-100 mmHg), PCO2= 58 mmHg (VR= 35-45 mmHg), Bic= 22 mEq/l (VR= 22-26 mEq/L), Saturação de O2= 85%.Para qual dos pacientes descritos acima está indicada a ventilação mecânica invasiva imediata?
VMI imediata → acidose respiratória grave (pH < 7.25) com hipercapnia progressiva e hipoxemia refratária.
O Paciente 4 apresenta acidose respiratória grave (pH 7.20) com hipercapnia significativa (PaCO2 58 mmHg) e hipoxemia (PaO2 55 mmHg), indicando falha ventilatória iminente e necessidade de suporte ventilatório invasivo para corrigir a acidemia e garantir oxigenação.
A decisão de iniciar a ventilação mecânica invasiva (VMI) é crítica na emergência e na terapia intensiva, sendo fundamental para o manejo da insuficiência respiratória aguda. A VMI é indicada quando há falha na ventilação ou oxigenação, que não pode ser corrigida por medidas menos invasivas, como a oxigenioterapia suplementar ou a ventilação não invasiva (VNI). Os principais cenários incluem a hipoxemia refratária, a hipercapnia progressiva com acidose respiratória grave, a fadiga muscular respiratória iminente e a proteção de vias aéreas em pacientes com rebaixamento do nível de consciência. A gasometria arterial é uma ferramenta essencial para avaliar a gravidade da insuficiência respiratória e guiar a decisão. Um pH arterial abaixo de 7.25-7.30, especialmente em conjunto com uma PaCO2 elevada (hipercapnia) e/ou uma PaO2 baixa apesar da oxigenioterapia, sinaliza a necessidade de suporte ventilatório mais agressivo. A frequência respiratória elevada e o uso de musculatura acessória são sinais clínicos de fadiga respiratória que complementam os dados gasométricos. No caso do Paciente 4, a presença de acidose respiratória grave (pH 7.20) e hipercapnia significativa (PaCO2 58 mmHg) em um contexto de pneumonia lobar, mesmo com oxigenioterapia, indica uma falha ventilatória aguda que exige intubação e VMI imediata para reverter a acidemia, melhorar a oxigenação e prevenir a exaustão respiratória. É crucial que o residente saiba interpretar esses parâmetros para uma conduta rápida e eficaz.
Critérios incluem pH < 7.25-7.30 (acidose respiratória grave), PaCO2 > 50-60 mmHg (hipercapnia significativa) e PaO2 < 60 mmHg com FiO2 elevada (hipoxemia refratária), especialmente se acompanhados de sinais de fadiga respiratória.
O paciente 4 apresenta acidose respiratória grave (pH 7.20) e hipercapnia acentuada (PaCO2 58 mmHg), indicando falha na ventilação alveolar e risco iminente de parada respiratória, necessitando de suporte ventilatório imediato.
As principais causas incluem DPOC exacerbada, asma grave, edema agudo de pulmão cardiogênico, pneumonia grave, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), sepse e doenças neuromusculares.
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