UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
O que não é indicação de traqueostomia?
Traqueostomia não é indicada precocemente (<10-14 dias) em COVID-19 aguda devido a riscos e ausência de benefício comprovado.
A traqueostomia é um procedimento que oferece diversas vantagens em pacientes com necessidade de suporte ventilatório prolongado ou manejo de via aérea. No entanto, em contextos de infecção aguda e alta transmissibilidade, como a COVID-19, a decisão de traqueostomizar deve ser cuidadosamente ponderada, evitando-se a realização precoce devido aos riscos de aerossolização e contaminação da equipe.
A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura na traqueia para inserção de uma cânula, estabelecendo uma via aérea alternativa. É uma intervenção comum em terapia intensiva e em pacientes com doenças crônicas que afetam a função respiratória ou a proteção da via aérea. Suas indicações são bem estabelecidas e visam melhorar a qualidade de vida, facilitar o desmame ventilatório e prevenir complicações. As indicações clássicas incluem a necessidade de ventilação mecânica prolongada, obstrução de via aérea superior, dificuldade no manejo de secreções brônquicas e proteção da via aérea em casos de broncoaspiração crônica. No entanto, o momento da traqueostomia deve ser individualizado, considerando o prognóstico do paciente e os riscos associados. No contexto da pandemia de COVID-19, a traqueostomia gerou discussões importantes. Inicialmente, devido ao alto risco de transmissão viral por aerossóis, a traqueostomia precoce foi amplamente desaconselhada. As diretrizes recomendam adiar o procedimento por pelo menos 10 a 14 dias após a intubação, período em que a carga viral tende a diminuir, e realizá-lo com todas as precauções de segurança para a equipe, incluindo uso de EPIs completos e sala com pressão negativa.
As indicações incluem ventilação mecânica prolongada (geralmente >10-14 dias), necessidade de proteção da via aérea contra aspiração crônica, manejo de secreções em pacientes com tosse ineficaz e obstrução de via aérea superior que não pode ser resolvida por outros meios.
A traqueostomia precoce em COVID-19 grave foi desaconselhada devido ao alto risco de aerossolização do vírus durante o procedimento, expondo a equipe de saúde a uma carga viral elevada. Recomenda-se aguardar pelo menos 10-14 dias de intubação para reduzir a viremia e o risco de transmissão.
A traqueostomia oferece vantagens como maior conforto para o paciente, melhor higiene oral, menor risco de lesões laríngeas e traqueais, facilitação do desmame ventilatório, possibilidade de alimentação oral e comunicação verbal, e melhor manejo de secreções.
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