Transfusão de Componentes Sanguíneos: Indicações Essenciais

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020

Enunciado

Sobre as indicações clínicas para o uso de componentes sanguíneos, marque a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) Está indicado transfusão de hemácias em pacientes com hemoglobina < 8 g/dL ou perda aguda de sangue em paciente saudável, com sinais ou sintomas de diminuição de oferta de oxigênio.
  2. B) Está indicado transfusão de hemácias em pacientes com hemoglobina < 10 g/dL em pacientes que sabidamente tem risco aumentado de doença arterial coronariana que tiveram ou esperam que venham a ter hemorragia significativa.
  3. C) Transfusão de hemácias em pacientes assintomáticos, estáveis, com hemoglobina entre 7 g/dL e 10 g/dL, apresenta indicação questionável ou sem fundamento.
  4. D) Deveremos usar transfusão de plaquetas (para profilaxia) em pacientes com contagem recente (menos de 24 horas) < 50.000/mm³.
  5. E) Transfusão de plasma não é justificada para reposição de volume, suplementação nutricional e hipoalbuminemia.

Pérola Clínica

Transfusão profilática de plaquetas < 10.000/mm³ (estáveis) ou < 20.000/mm³ (febre/infecção); 50.000/mm³ para sangramento ativo/procedimentos.

Resumo-Chave

A indicação para transfusão profilática de plaquetas é mais restrita do que 50.000/mm³, que é o limiar para sangramento ativo ou procedimentos invasivos. Para pacientes estáveis sem sangramento, o limiar é geralmente < 10.000/mm³ ou < 20.000/mm³ em casos de febre/infecção.

Contexto Educacional

A terapia transfusional é um pilar fundamental no manejo de diversas condições clínicas, exigindo conhecimento preciso das indicações de cada componente sanguíneo. A decisão de transfundir deve ser sempre baseada em critérios clínicos e laboratoriais rigorosos, buscando maximizar os benefícios e minimizar os riscos associados. Compreender os limiares transfusionais é crucial para a prática médica segura e eficaz. As indicações para transfusão de hemácias variam conforme a condição do paciente, sendo geralmente < 7-8 g/dL para pacientes estáveis e < 10 g/dL em cenários específicos como doença arterial coronariana. Para plaquetas, a profilaxia é reservada para contagens muito baixas, enquanto limiares mais altos são usados para sangramento ativo ou procedimentos invasivos. O plasma fresco congelado tem indicações restritas, principalmente para correção de coagulopatias com sangramento ou antes de procedimentos. É essencial que residentes e estudantes de medicina dominem esses conceitos para evitar transfusões desnecessárias, que podem acarretar em reações adversas, sobrecarga de volume e infecções. A prática da medicina transfusional baseada em evidências garante a segurança do paciente e a otimização dos recursos.

Perguntas Frequentes

Quando está indicada a transfusão de hemácias em pacientes com doença arterial coronariana?

A transfusão de hemácias é indicada em pacientes com hemoglobina < 10 g/dL que sabidamente têm risco aumentado de doença arterial coronariana e que tiveram ou esperam ter hemorragia significativa, visando otimizar a oferta de oxigênio.

Qual o limiar de plaquetas para transfusão profilática em pacientes estáveis?

Em pacientes estáveis e assintomáticos, a transfusão profilática de plaquetas é geralmente indicada quando a contagem é inferior a 10.000/mm³. Em casos de febre ou infecção, o limiar pode ser de 20.000/mm³.

Em quais situações a transfusão de plasma não é justificada?

A transfusão de plasma não é justificada para reposição de volume, suplementação nutricional ou tratamento de hipoalbuminemia, pois existem alternativas mais seguras e eficazes para essas condições.

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