UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Sobre as indicações clínicas para o uso de componentes sanguíneos, marque a alternativa incorreta:
Transfusão profilática de plaquetas < 10.000/mm³ (estáveis) ou < 20.000/mm³ (febre/infecção); 50.000/mm³ para sangramento ativo/procedimentos.
A indicação para transfusão profilática de plaquetas é mais restrita do que 50.000/mm³, que é o limiar para sangramento ativo ou procedimentos invasivos. Para pacientes estáveis sem sangramento, o limiar é geralmente < 10.000/mm³ ou < 20.000/mm³ em casos de febre/infecção.
A terapia transfusional é um pilar fundamental no manejo de diversas condições clínicas, exigindo conhecimento preciso das indicações de cada componente sanguíneo. A decisão de transfundir deve ser sempre baseada em critérios clínicos e laboratoriais rigorosos, buscando maximizar os benefícios e minimizar os riscos associados. Compreender os limiares transfusionais é crucial para a prática médica segura e eficaz. As indicações para transfusão de hemácias variam conforme a condição do paciente, sendo geralmente < 7-8 g/dL para pacientes estáveis e < 10 g/dL em cenários específicos como doença arterial coronariana. Para plaquetas, a profilaxia é reservada para contagens muito baixas, enquanto limiares mais altos são usados para sangramento ativo ou procedimentos invasivos. O plasma fresco congelado tem indicações restritas, principalmente para correção de coagulopatias com sangramento ou antes de procedimentos. É essencial que residentes e estudantes de medicina dominem esses conceitos para evitar transfusões desnecessárias, que podem acarretar em reações adversas, sobrecarga de volume e infecções. A prática da medicina transfusional baseada em evidências garante a segurança do paciente e a otimização dos recursos.
A transfusão de hemácias é indicada em pacientes com hemoglobina < 10 g/dL que sabidamente têm risco aumentado de doença arterial coronariana e que tiveram ou esperam ter hemorragia significativa, visando otimizar a oferta de oxigênio.
Em pacientes estáveis e assintomáticos, a transfusão profilática de plaquetas é geralmente indicada quando a contagem é inferior a 10.000/mm³. Em casos de febre ou infecção, o limiar pode ser de 20.000/mm³.
A transfusão de plasma não é justificada para reposição de volume, suplementação nutricional ou tratamento de hipoalbuminemia, pois existem alternativas mais seguras e eficazes para essas condições.
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