FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
É indicação de infusão de concentrado de plaquetas para prevenção de sangramento:
Punção lombar com plaquetas < 50.000/mm³ → Transfusão de plaquetas para prevenção de sangramento.
A transfusão de plaquetas para prevenção de sangramento é indicada em pacientes com plaquetopenia que serão submetidos a procedimentos invasivos com risco de sangramento, como a punção lombar. O limiar de plaquetas para esses procedimentos é geralmente de 50.000/mm³, sendo que valores abaixo disso exigem correção.
A transfusão de concentrado de plaquetas é uma intervenção vital na medicina, indicada principalmente para prevenir ou tratar sangramentos em pacientes com trombocitopenia ou disfunção plaquetária. As indicações são baseadas na contagem de plaquetas, na presença de sangramento ativo, na necessidade de procedimentos invasivos e na condição clínica subjacente do paciente. É crucial entender os limiares de plaquetas para diferentes cenários clínicos, pois a transfusão desnecessária pode acarretar riscos como reações transfusionais e aloimunização. Para procedimentos invasivos com risco de sangramento, como a punção lombar, o limiar de plaquetas geralmente aceito para segurança é de 50.000/mm³. Se a contagem estiver abaixo desse valor, a transfusão profilática de plaquetas é recomendada. Em contraste, para sangramento espontâneo, o limiar é mais baixo, tipicamente <10.000/mm³ para pacientes estáveis, ou <20.000/mm³ em pacientes com febre ou sepse. Condições como Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) são exceções, onde a transfusão de plaquetas pode ser ineficaz ou até prejudicial, a menos que haja sangramento grave e com risco de vida, pois as plaquetas transfundidas seriam rapidamente destruídas. No caso da questão, a punção lombar em um paciente com plaquetas de 32.000/mm³ representa um risco significativo de sangramento intratecal, justificando a transfusão profilática de plaquetas. Outras alternativas, como PTT ou PTI, geralmente não se beneficiam de transfusão profilática. Em sepse ou leucemia mieloide aguda, o limiar de 45.000/mm³ para transfusão profilática é geralmente considerado alto, a menos que haja sangramento ativo ou outros fatores de risco específicos. A decisão de transfundir deve sempre equilibrar os riscos e benefícios, considerando o quadro clínico completo do paciente.
Para realizar uma punção lombar com segurança e prevenir sangramento, a contagem de plaquetas deve ser idealmente superior a 50.000/mm³. Se a contagem estiver abaixo desse valor, a transfusão de plaquetas é indicada antes do procedimento para reduzir o risco de hemorragia intratecal.
A transfusão de plaquetas para prevenção de sangramento espontâneo é geralmente indicada quando a contagem de plaquetas é inferior a 10.000/mm³ em pacientes estáveis, ou inferior a 20.000/mm³ em pacientes com outros fatores de risco para sangramento, como febre ou uso de anticoagulantes.
A transfusão de plaquetas pode ser ineficaz ou contraindicada em condições de consumo ou destruição acelerada de plaquetas, como na Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) sem sangramento grave, ou Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD) descompensada, onde o tratamento da causa subjacente é prioritário.
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