TC Abdominal com Contraste: Indicações Essenciais

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025

Enunciado

A tomografia de abdome e pelve com contraste deve ser solicitada na suspeita clínica de algumas das enfermidades a seguir. Quais das enfermidades abaixo listadas, justifica‑se a solicitação de tomografia de abdome e pelve com contraste endovenosoI. apendicite aguda retrocecalII. ureterolitíaseIII. diverticulite aguda complicadaIV. pancreatite agudaV. colecistite agudaAssinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente os itens I, II, III e IV estão certos.
  2. B) Somente os itens I, II, e V estão certos.
  3. C) Somente os itens I, III e IV estão certos.
  4. D) Somente os itens II, III e V estão certos.
  5. E) Todos os itens estão certos.

Pérola Clínica

TC abdome com contraste: apendicite atípica, diverticulite complicada, pancreatite grave. NÃO ureterolitíase (sem contraste) ou colecistite (USG).

Resumo-Chave

A tomografia de abdome e pelve com contraste endovenoso é crucial para o diagnóstico e estadiamento de condições inflamatórias como apendicite aguda (especialmente em apresentações atípicas como a retrocecal), diverticulite aguda complicada (para identificar abscessos ou perfurações) e pancreatite aguda (para avaliar necrose e complicações). No entanto, não é a primeira escolha para ureterolitíase (TC sem contraste) ou colecistite aguda (ultrassonografia).

Contexto Educacional

A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é uma ferramenta diagnóstica essencial na avaliação de diversas condições abdominais agudas e crônicas. A utilização de contraste endovenoso melhora a visualização de estruturas vasculares, realça órgãos parenquimatosos e auxilia na detecção de processos inflamatórios, infecciosos e neoplásicos. No entanto, sua indicação deve ser criteriosa, considerando o benefício diagnóstico versus os riscos associados ao contraste (nefrotoxicidade, reações alérgicas) e à radiação. Para condições como apendicite aguda, especialmente em apresentações atípicas (retrocecal, pélvica) ou em pacientes com diagnóstico incerto, a TC com contraste é altamente sensível e específica. Na diverticulite aguda complicada, a TC com contraste é fundamental para avaliar a extensão da inflamação, identificar perfurações, abscessos ou fístulas, guiando a conduta terapêutica. Na pancreatite aguda, a TC com contraste é indicada para avaliar a gravidade, extensão da necrose e presença de complicações, geralmente após 48-72 horas do início dos sintomas. Por outro lado, para ureterolitíase, a TC sem contraste é o padrão ouro, pois os cálculos são hiperdensos e facilmente visíveis sem a necessidade de contraste. Na colecistite aguda, a ultrassonografia é o exame de primeira linha devido à sua alta sensibilidade, especificidade e ausência de radiação. O conhecimento das indicações corretas da TC com contraste é crucial para otimizar o diagnóstico, evitar exames desnecessários e minimizar riscos aos pacientes.

Perguntas Frequentes

Por que a TC sem contraste é preferível para ureterolitíase?

A TC sem contraste é o padrão ouro para ureterolitíase porque os cálculos urinários são densos e facilmente visíveis sem a necessidade de contraste. O contraste pode dificultar a identificação de cálculos pequenos e adiciona riscos desnecessários ao paciente.

Qual o papel da TC com contraste na pancreatite aguda?

Na pancreatite aguda, a TC com contraste é indicada após 48-72 horas do início dos sintomas para avaliar a extensão da necrose pancreática e identificar complicações como coleções líquidas, pseudocistos ou abscessos, auxiliando na estratificação da gravidade e no planejamento terapêutico.

Quando a ultrassonografia é o exame de primeira linha para abdome agudo?

A ultrassonografia é o exame de primeira linha para abdome agudo em casos de suspeita de colecistite aguda, apendicite em crianças e gestantes, avaliação de líquido livre e lesões de órgãos sólidos em trauma, e para diferenciar causas ginecológicas de dor abdominal.

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