SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
Assinale a alternativa abaixo que apresenta indicações de tireoidectomia:
Bócio > 4cm, sintomas compressivos ou malignidade (Bethesda V/VI) → Indicação de tireoidectomia.
A tireoidectomia é indicada em casos de malignidade confirmada ou suspeita (Bethesda V/VI), bócio volumoso com sintomas compressivos (disfagia/dispneia) ou extensão retroesternal.
A decisão pela tireoidectomia baseia-se no tripé: citopatologia (Bethesda), sintomas compressivos e volume glandular. Enquanto o câncer de tireoide (papilífero, folicular, medular e anaplásico) representa a indicação absoluta mais comum, o manejo de doenças benignas como o bócio multinodular e a Doença de Graves requer avaliação criteriosa da falha do tratamento clínico ou contraindicações ao iodo radioativo. Na prática cirúrgica, a extensão da tireoidectomia (total vs. parcial) é individualizada. Atualmente, para carcinomas papilíferos menores que 4 cm sem extensão extratireoidiana ou metástases, a lobectomia pode ser considerada, mas bócios volumosos e sintomáticos quase sempre exigem a remoção total para alívio definitivo e prevenção de recidivas.
As principais indicações para bócio benigno incluem a presença de sintomas compressivos, como disfagia (dificuldade de engolir), dispneia (dificuldade respiratória) ou estridor, além do crescimento progressivo do bócio, extensão retroesternal (bócio mergulhante) e questões estéticas significativas a pedido do paciente. Nódulos benignos maiores que 4 cm também costumam ser considerados para cirurgia devido ao risco de sintomas futuros ou dificuldade diagnóstica citológica.
O sistema Bethesda categoriza o risco de malignidade em punções por agulha fina (PAAF). Bethesda V (suspeito de malignidade) e Bethesda VI (maligno) têm indicação cirúrgica clara. Bethesda IV (neoplasia folicular) geralmente requer cirurgia (tireoidectomia parcial ou total) para diagnóstico histopatológico definitivo. Bethesda III (atipia de significado indeterminado) pode ser manejado com repetição de PAAF, testes moleculares ou cirurgia dependendo de fatores de risco clínicos e ultrassonográficos.
O bócio mergulhante ou retroesternal é aquele que se estende abaixo da fúrcula esternal para dentro do mediastino. Devido ao espaço limitado no tórax, esses bócios frequentemente causam compressão da traqueia ou esôfago e raramente respondem a tratamento clínico. A conduta padrão é a tireoidectomia, geralmente realizada por via cervical, embora casos muito extensos possam exigir esternotomia.
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