UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Síndrome do intestino curto é um termo utilizado para descrever condições clínicas de pacientes com perda significativa do comprimento do intestino e são dependentes de nutrição parenteral total (NPT). Essa síndrome ocorre por lesões congênitas e adquiridas, possui uma mortalidade de 43%, em 5 anos, e tem, como opção de tratamento, o transplante de intestino. Sobre o transplante de intestino, é CORRETO afirmar.
Transplante intestinal indicado para complicações da NPT (falência hepática, perda acessos), não pela dependência isolada da NPT.
A dependência de nutrição parenteral total (NPT) por si só não é uma indicação para transplante intestinal. O transplante é considerado quando surgem complicações graves e irreversíveis da NPT, como falência hepática associada à NPT, perda de acessos venosos centrais ou infecções de repetição, que ameaçam a vida do paciente.
A síndrome do intestino curto (SIC) é uma condição devastadora que frequentemente resulta em dependência de nutrição parenteral total (NPT). Embora a NPT seja vital para a sobrevivência desses pacientes, ela não é isenta de complicações graves, que podem, em última instância, levar à necessidade de um transplante intestinal. É fundamental para residentes compreender que a dependência isolada da NPT não é uma indicação para transplante, mas sim as complicações associadas a ela. As indicações para transplante intestinal incluem falência hepática progressiva associada à NPT, perda de acessos venosos centrais (impossibilitando a NPT), infecções de repetição relacionadas ao cateter, episódios frequentes de desidratação grave e falência intestinal que não responde a outras terapias. A isquemia mesentérica extensa e a doença de Crohn refratária são causas comuns de SIC que podem levar à necessidade de transplante. Em muitos casos, a falência hepática é tão grave que um transplante combinado de intestino e fígado se torna necessário. A avaliação pré-transplante é complexa e multidisciplinar, envolvendo não apenas a tipagem sanguínea e exames de imagem, mas também uma análise detalhada da função de outros órgãos, estado nutricional, status imunológico e psicossocial do paciente. A compatibilidade de peso e altura entre doador e receptor é crucial para garantir o ajuste adequado do enxerto na cavidade abdominal e minimizar complicações pós-operatórias. O transplante intestinal é um procedimento de alta complexidade, com taxas de mortalidade significativas, e é reservado para pacientes com falência intestinal irreversível e complicações que ameaçam a vida.
As principais indicações são complicações graves e irreversíveis da nutrição parenteral total (NPT), como falência hepática associada à NPT, perda de acessos venosos centrais, infecções de repetição relacionadas ao cateter, desidratação grave e recorrente, ou falência intestinal que impede a reabilitação.
A falência hepática associada à NPT é uma complicação grave devido à sobrecarga de nutrientes, toxicidade de componentes da NPT e ausência de estímulo enteral. Quando grave e progressiva, pode exigir um transplante combinado de intestino e fígado, pois o fígado também está comprometido.
Os doadores de intestino devem ter compatibilidade de tipo sanguíneo (ABO) e, idealmente, compatibilidade de peso e altura com o receptor. A compatibilidade de tamanho é crucial para garantir que o enxerto se ajuste à cavidade abdominal do receptor e para otimizar a perfusão e função do órgão transplantado.
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