UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
No trauma abdominal fechado após estabilização inicial do ATLS, a indicação ou não da laparotomia exploradora depende da eficácia da estabilização pré-operatória e da lesão de órgãos intra-abdominais. A indicação formal da cirurgia ocorre quando existe:
Trauma abdominal fechado: Pneumoperitônio = indicação formal de laparotomia exploradora por ruptura de víscera oca.
No trauma abdominal fechado, após a estabilização inicial, a presença de pneumoperitônio em exames de imagem (radiografia ou TC) é uma indicação formal e absoluta para laparotomia exploradora. Este achado sugere ruptura de víscera oca intraperitoneal, uma condição que exige intervenção cirúrgica imediata devido ao risco de peritonite e sepse.
O trauma abdominal fechado é uma causa significativa de morbimortalidade, exigindo uma avaliação rápida e precisa para identificar lesões que demandam intervenção cirúrgica. Após a estabilização inicial conforme os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), a decisão de realizar uma laparotomia exploradora depende da condição hemodinâmica do paciente e da natureza das lesões intra-abdominais. A avaliação por exames de imagem, como ultrassonografia (FAST) e tomografia computadorizada (TC), é crucial para essa tomada de decisão. A fisiopatologia do trauma abdominal fechado envolve forças de compressão ou desaceleração que podem causar lesões em órgãos sólidos (fígado, baço, rins) ou vísceras ocas (intestino, estômago, bexiga). O diagnóstico de lesões graves é guiado por achados clínicos (peritonite, instabilidade hemodinâmica) e radiológicos. A presença de pneumoperitônio em radiografia simples ou TC é uma indicação formal e absoluta de laparotomia, pois sugere ruptura de víscera oca intraperitoneal, uma condição que leva rapidamente à peritonite e sepse se não tratada cirurgicamente. O tratamento definitivo para a ruptura de víscera oca é a laparotomia exploradora para reparo da lesão. É importante diferenciar essa indicação de outras situações, como a presença de líquido livre na cavidade abdominal. Embora o líquido livre possa indicar sangramento, em pacientes hemodinamicamente estáveis, lesões de órgãos sólidos podem ser manejadas de forma não operatória com monitoramento intensivo. A decisão cirúrgica deve ser baseada em critérios claros para otimizar o prognóstico do paciente traumatizado.
Sinais clínicos incluem instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica, peritonite (abdome em tábua, dor à descompressão), evisceração, sangramento gastrointestinal ativo, ou evidência de lesão de víscera oca (como pneumoperitônio em exames de imagem).
O pneumoperitônio, que é a presença de ar livre na cavidade abdominal, é um sinal quase patognomônico de ruptura de víscera oca intraperitoneal. A perfuração de uma víscera oca leva ao extravasamento de conteúdo intestinal, causando peritonite e alto risco de sepse, exigindo intervenção cirúrgica imediata.
A presença de líquido livre (geralmente sangue) na cavidade abdominal, detectada por ultrassonografia (FAST) ou tomografia, não é uma indicação absoluta de laparotomia se o paciente estiver hemodinamicamente estável. Lesões de órgãos sólidos como fígado ou baço podem ser manejadas conservadoramente em muitos casos, com monitoramento rigoroso.
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