UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
A laparotomia (do grego: Láparos = abdômen; tornos = corte) é a abertura cirúrgica da cavidade abdominal para fins diagnósticos e/ou terapêuticos. São indicações de laparotomia exceto:
Pancreatite aguda grave é tratada clinicamente; laparotomia é para complicações (necrose infectada, pseudocisto complicado), não para a doença inicial.
A laparotomia é uma intervenção cirúrgica para o abdome agudo cirúrgico. Condições como úlcera perfurada (pneumoperitôneo), rotura de órgão sólido com instabilidade hemodinâmica e apendicite aguda são indicações claras. A pancreatite aguda, por outro lado, é primariamente uma doença de tratamento clínico, e a cirurgia é reservada para complicações específicas.
A laparotomia é um procedimento cirúrgico que envolve a abertura da cavidade abdominal, sendo uma ferramenta diagnóstica e terapêutica fundamental na cirurgia geral. É frequentemente indicada em situações de abdome agudo cirúrgico, onde há suspeita de condições que exigem intervenção imediata para salvar a vida do paciente ou prevenir complicações graves. O reconhecimento das indicações de laparotomia é crucial para o residente. As indicações clássicas de laparotomia incluem úlcera péptica perfurada, que se manifesta com pneumoperitôneo (ar livre na cavidade abdominal visível em radiografias), rotura de órgãos sólidos como o baço (especialmente com instabilidade hemodinâmica), apendicite aguda complicada (com perfuração ou peritonite), obstrução intestinal com sinais de isquemia e hemorragia intra-abdominal não controlada. Nessas situações, a intervenção cirúrgica é vital para corrigir a patologia subjacente. Em contraste, a pancreatite aguda é predominantemente uma condição de manejo clínico. Embora seja uma causa importante de abdome agudo, a laparotomia não é a abordagem inicial. O tratamento foca em suporte intensivo, hidratação, analgesia e controle de complicações. A cirurgia é reservada para complicações específicas da pancreatite, como necrose infectada, abscessos pancreáticos ou pseudocistos sintomáticos, e não para a inflamação inicial do pâncreas.
As indicações clássicas incluem úlcera péptica perfurada (com pneumoperitôneo), rotura de víscera oca, hemorragia intra-abdominal com instabilidade hemodinâmica (ex: rotura esplênica), isquemia mesentérica e apendicite aguda complicada.
A pancreatite aguda é uma doença inflamatória que, na maioria dos casos, é tratada clinicamente com suporte intensivo. A cirurgia é reservada para complicações específicas, como necrose pancreática infectada, abscessos ou pseudocistos sintomáticos.
O pneumoperitôneo, a presença de ar livre na cavidade abdominal, é um sinal radiológico de perfuração de víscera oca (como úlcera péptica perfurada) e é uma indicação absoluta para laparotomia exploradora de urgência.
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