FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Uma paciente é rigorosamente acompanhada pelo nefrologista para doença renal crônica de estágio IV. associado à glomerulosclerose segmentar e focal. Qual dos seguintes achados é uma indicação para hemodiálise de manutenção?
Indicações de diálise (AEIOU): Acidose, Eletrólitos, Intoxicações, Overload, Uremia sintomática (ex: diátese hemorrágica).
A diátese hemorrágica é uma complicação grave da uremia, caracterizada por disfunção plaquetária e aumento do risco de sangramento, sendo uma indicação absoluta para hemodiálise de manutenção. Outras condições controladas, como acidose ou hiperpotassemia, ou níveis laboratoriais assintomáticos, não são indicações imediatas.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva que, em seus estágios avançados, pode levar à necessidade de terapia renal substitutiva, como a hemodiálise. A decisão de iniciar a hemodiálise não se baseia apenas em valores laboratoriais, mas principalmente na presença de sintomas e complicações urêmicas que comprometem a qualidade de vida e a segurança do paciente. As indicações para hemodiálise são classicamente lembradas pelo mnemônico AEIOU, que engloba Acidose metabólica grave e refratária, Eletrólitos (distúrbios graves, como hiperpotassemia refratária), Intoxicações por substâncias dialisáveis, Overload (sobrecarga hídrica refratária) e Uremia sintomática. A uremia sintomática manifesta-se de diversas formas, incluindo pericardite, encefalopatia e, crucialmente, a diátese hemorrágica, que é uma disfunção plaquetária causada pelas toxinas urêmicas e que aumenta significativamente o risco de sangramentos. Para residentes, é fundamental compreender que o manejo da DRC exige uma avaliação clínica abrangente. Níveis elevados de ureia e creatinina, por si só, sem sintomas associados ou complicações refratárias, não são indicações absolutas para diálise. O foco deve ser na presença de manifestações clínicas da uremia e na falha do tratamento conservador em controlar as complicações, garantindo que a terapia renal substitutiva seja iniciada no momento oportuno para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.
As principais indicações para iniciar a hemodiálise de manutenção são geralmente resumidas pelo mnemônico AEIOU: Acidose metabólica grave e refratária, Eletrólitos (hiperpotassemia grave e refratária), Intoxicações por substâncias dialisáveis, Overload (sobrecarga hídrica refratária) e Uremia sintomática, que inclui pericardite urêmica, encefalopatia urêmica e diátese hemorrágica urêmica.
A diátese hemorrágica é uma indicação para hemodiálise porque representa uma complicação grave da uremia, onde a acumulação de toxinas urêmicas causa disfunção plaquetária significativa. Isso leva a um aumento do risco de sangramentos espontâneos ou prolongados, que podem ser fatais, e a diálise é necessária para remover essas toxinas e restaurar a função plaquetária.
Não necessariamente. Níveis elevados de ureia e creatinina são marcadores da função renal, mas a indicação para diálise é primariamente baseada na presença de sintomas urêmicos ou complicações refratárias ao tratamento conservador. Pacientes podem ter níveis muito altos de ureia e creatinina e serem assintomáticos, não necessitando de diálise imediata se outras condições como acidose ou hiperpotassemia estiverem controladas.
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