SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Uma mulher de 80 anos, com histórico de acidente vascular cerebral (AVC) há 3 meses, encontra-se acamada e apresenta significativa fraqueza muscular nos membros inferiores, exibindo contraturas irreversíveis e sarcopenia. Ela desenvolveu lesões por pressão nas regiões sacral e calcanhar, além de mostrar sinais de desnutrição, já que também é disfágica. A paciente está consciente, mas não tem condições de realizar movimentos voluntários, nem tomar decisões. Qual é a conduta mais apropriada para esta paciente?
Paciente com doença grave, sequelas irreversíveis e declínio funcional → Foco em Cuidados Paliativos para qualidade de vida.
Pacientes com doenças crônicas avançadas, com prognóstico limitado e grande impacto na qualidade de vida, como no caso de sequelas graves de AVC com dependência total, desnutrição e lesões por pressão, se beneficiam dos cuidados paliativos. O objetivo é aliviar o sofrimento e otimizar o conforto, não a cura.
Cuidados paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. Eles previnem e aliviam o sofrimento através da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. Não se limitam ao fim da vida, podendo ser oferecidos em conjunto com tratamentos curativos desde o diagnóstico de uma doença grave. No caso da paciente descrita, com sequelas irreversíveis de AVC, acamamento, fraqueza muscular significativa, contraturas, sarcopenia, lesões por pressão e disfagia com desnutrição, o foco da conduta deve ser a promoção do conforto e da dignidade. As opções de tratamento curativo ou preventivo intensivo (como fisioterapia motora intensiva para reabilitação de força muscular em contraturas irreversíveis ou anticoagulação profilática sem considerar o contexto global) podem ser fúteis ou gerar mais sofrimento. A paciente, embora consciente, não tem condições de tomar decisões, o que reforça a necessidade de uma abordagem centrada no bem-estar. A indicação de cuidados paliativos é a mais apropriada, pois permite uma abordagem holística que engloba o manejo da dor, a prevenção e tratamento de lesões por pressão, o suporte nutricional adequado para conforto (mesmo que não curativo), e o apoio à família. O objetivo é otimizar a qualidade de vida restante, minimizando o sofrimento e respeitando a dignidade da paciente, em vez de prolongar a vida a qualquer custo com intervenções que não trarão benefício real ou que podem aumentar o desconforto.
Os cuidados paliativos devem ser considerados para pacientes com doenças graves, crônicas e progressivas, que limitam a expectativa de vida ou impactam significativamente a qualidade de vida, independentemente do prognóstico. O foco é no alívio do sofrimento e no suporte integral ao paciente e sua família.
Os objetivos dos cuidados paliativos incluem o alívio da dor e outros sintomas incômodos, o suporte psicossocial e espiritual, a promoção da autonomia e dignidade do paciente, e a melhoria da qualidade de vida, tanto para o paciente quanto para seus familiares, desde o diagnóstico até o luto.
No contexto paliativo, a disfagia e a desnutrição são manejadas com foco no conforto e na qualidade de vida. Isso pode incluir modificações na dieta para facilitar a deglutição, uso de espessantes, e, em alguns casos, a discussão sobre a adequação de suporte nutricional artificial, sempre considerando os desejos do paciente e o prognóstico.
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