CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Qual das situações clínicas abaixo não constitui indicação para adoção de Cuidados Paliativos?
Cuidados Paliativos são indicados em doenças graves, crônicas e progressivas que ameaçam a vida, focando na qualidade de vida e alívio do sofrimento.
Cuidados Paliativos são indicados para pacientes com doenças graves, crônicas e progressivas que ameaçam a vida, independentemente do prognóstico de cura. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares. A paciente com carcinoma papilífero de tireoide tratado há 12 anos sem metástase, provavelmente curada e sem doença ativa, não se enquadra nas indicações de cuidados paliativos, que visam aliviar o sofrimento em doenças que limitam a vida. As outras opções descrevem condições crônicas, progressivas e/ou com grande impacto na qualidade de vida e prognóstico.
Cuidados Paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. Para residentes, é fundamental desmistificar a ideia de que paliativos são sinônimo de 'desistir' ou 'fim de vida', compreendendo que podem ser integrados ao tratamento curativo desde o diagnóstico de uma doença grave. A indicação de Cuidados Paliativos não se restringe a pacientes oncológicos ou em fase terminal. Abrange um espectro amplo de doenças crônicas e progressivas, como insuficiência cardíaca avançada, doença pulmonar obstrutiva crônica grave, doenças neurológicas degenerativas, insuficiência renal crônica e condições pediátricas complexas como a epidermólise bolhosa grave. O foco é no sofrimento total do paciente, incluindo dor física, angústia psicológica, questões sociais e espirituais. A equipe de Cuidados Paliativos é multiprofissional e atua em conjunto com a equipe assistente. O carcinoma papilífero de tireoide, quando tratado e sem metástases após 12 anos, geralmente tem um prognóstico excelente e não se enquadra na indicação de Cuidados Paliativos, pois a doença não ameaça a vida do paciente naquele momento. As outras opções (epidermólise bolhosa grave, câncer de colo uterino invasivo, tetraplegia com úlceras de pressão e infecção) representam condições com alto impacto na qualidade de vida e/ou prognóstico reservado, justificando a abordagem paliativa.
O principal objetivo dos Cuidados Paliativos é melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento físico, psicossocial e espiritual.
Não, Cuidados Paliativos podem e devem ser iniciados precocemente no curso de uma doença grave, mesmo quando tratamentos curativos ainda estão sendo administrados. Eles não se restringem à fase terminal, mas se estendem por todo o continuum da doença.
Doenças oncológicas avançadas, doenças cardíacas e pulmonares em estágio terminal, insuficiência renal crônica, doenças neurológicas degenerativas (ELA, Parkinson avançado), demências, HIV/AIDS avançado e doenças genéticas graves como a epidermólise bolhosa são exemplos de condições que se beneficiam.
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