SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
O tratamento de escolha para a litíase da vesícula biliar é a colecistectomia, cujo objetivo é o alívio dos sintomas e/ou a prevenção de complicações; todavia, a maioria dos portadores de litíase biliar é assintomática. Qual das situações clínicas a seguir não faz parte das indicações de colecistectomia em portadores assintomáticos de colelitíase?
Colelitíase assintomática: indicações de colecistectomia incluem vesícula em porcelana, cálculos > 2,5 cm e anemias hemolíticas.
Embora a maioria dos pacientes com colelitíase assintomática não necessite de cirurgia, algumas condições aumentam significativamente o risco de complicações, justificando a colecistectomia profilática. A cirrose hepática, por si só, não é uma indicação primária para colelitíase assintomática.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, sendo a maioria dos pacientes assintomática. O tratamento de escolha para a colelitíase sintomática é a colecistectomia. No entanto, a decisão de operar pacientes assintomáticos requer uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios, baseada em indicações específicas que aumentam o risco de complicações graves ou de malignidade. As indicações para colecistectomia em pacientes assintomáticos incluem a presença de vesícula em porcelana (calcificada), devido ao risco aumentado de carcinoma de vesícula biliar; cálculos biliares de grande tamanho (geralmente > 2,5 a 3 cm), que também estão associados a um risco maior de câncer; e condições como anemias hemolíticas crônicas (ex: anemia falciforme), onde há maior risco de formação de cálculos pigmentados e crises de dor. Outras indicações podem incluir pacientes imunocomprometidos ou aqueles que serão submetidos a cirurgia bariátrica ou transplante de órgãos. É crucial para o residente diferenciar as situações que justificam a intervenção profilática daquelas que podem ser manejadas de forma expectante. A cirrose hepática, embora seja uma doença grave, não é uma indicação isolada para colecistectomia em colelitíase assintomática, a menos que haja outras indicações concomitantes ou que o paciente esteja em lista para transplante hepático, onde a colecistectomia pode ser realizada para evitar complicações pós-transplante.
As principais indicações incluem vesícula em porcelana (calcificada), cálculos biliares maiores que 2,5 a 3 cm, pacientes com anemias hemolíticas crônicas como a anemia falciforme, e pacientes candidatos a transplante de órgãos.
A vesícula em porcelana, ou vesícula calcificada, é uma condição associada a um risco aumentado de carcinoma de vesícula biliar, justificando a remoção cirúrgica mesmo na ausência de sintomas.
A cirrose hepática por si só não é uma indicação primária para colecistectomia em colelitíase assintomática. No entanto, pode ser considerada em pacientes cirróticos que serão submetidos a transplante hepático ou que apresentem complicações biliares.
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