UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
Com relação aos critérios anatômicos e clínicos, existe indicação para a cirurgia de revascularização miocárdica nos pacientes:
CRM indicada em doença multiarterial grave (>70% em 3 vasos) + disfunção ventricular (FE < 50%).
A indicação para cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) é complexa e baseada em critérios anatômicos e clínicos. A presença de doença multiarterial grave (lesões > 70% em três vasos) associada à disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção < 50%) é uma indicação clássica e bem estabelecida para CRM, visando melhorar a sobrevida e a qualidade de vida.
A doença arterial coronariana (DAC) é uma das principais causas de morbimortalidade global. A cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) é um procedimento estabelecido para pacientes com DAC avançada, visando melhorar o fluxo sanguíneo para o miocárdio isquêmico, aliviar sintomas e, em alguns casos, prolongar a sobrevida. As indicações para CRM são baseadas em uma avaliação cuidadosa da anatomia coronariana (angiografia), da função ventricular (ecocardiograma, ressonância) e da sintomatologia do paciente. Critérios clássicos incluem doença multiarterial grave (estenose > 70% em três vasos principais ou seus ramos), lesão significativa do tronco da coronária esquerda (> 50-70%) e angina refratária ao tratamento clínico e/ou à intervenção percutânea. A presença de disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção < 50%) em pacientes com doença multiarterial isquêmica é um forte preditor de benefício da CRM em termos de sobrevida. A decisão entre CRM e intervenção coronária percutânea (ICP) é complexa e deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente, a complexidade das lesões e a experiência do centro, idealmente por um "Heart Team".
As principais indicações incluem doença multiarterial grave (estenose > 70% em múltiplos vasos), lesão significativa do tronco da coronária esquerda (> 50-70%), angina refratária ao tratamento clínico e disfunção ventricular esquerda associada à isquemia.
Pacientes com disfunção ventricular esquerda (FE < 50%) e doença coronariana multiarterial isquêmica se beneficiam significativamente da CRM em termos de sobrevida e melhora da função cardíaca, especialmente se houver miocárdio viável.
Não necessariamente. A escolha entre CRM e intervenção coronária percutânea (ICP) depende de fatores como a complexidade das lesões (escore SYNTAX), comorbidades do paciente, função ventricular e preferência do paciente, discutida em um Heart Team.
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