PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
Sobre a obesidade e seu tratamento cirúrgico podemos afirmar, exceto:
Doença coronariana e angina NÃO são contraindicações absolutas para cirurgia bariátrica; são comorbidades que exigem avaliação e otimização pré-operatória.
A cirurgia bariátrica é uma opção terapêutica eficaz para obesidade mórbida, mas possui critérios rigorosos de indicação e contraindicação. Doença coronariana e angina, embora aumentem o risco cirúrgico, não são contraindicações absolutas, mas sim condições que demandam otimização clínica pré-operatória e avaliação cardiológica aprofundada.
A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz e duradouro para a obesidade mórbida e suas comorbidades, com indicações bem estabelecidas. As principais indicações incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² na presença de comorbidades graves relacionadas à obesidade, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, apneia obstrutiva do sono, dislipidemia, doença do refluxo gastroesofágico grave, entre outras. É fundamental que o paciente tenha tentado e falhado em tratamentos clínicos supervisionados por pelo menos dois anos. A faixa etária geralmente aceita é entre 18 e 65 anos, embora haja exceções para adolescentes e idosos selecionados. A fisiopatologia da obesidade é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e comportamentais. A cirurgia bariátrica atua por meio de mecanismos restritivos (diminuição da capacidade gástrica), malabsortivos (redução da absorção de nutrientes) e, mais importante, por alterações hormonais e metabólicas que levam à saciedade e melhora das comorbidades. O diagnóstico da indicação cirúrgica é clínico, baseado no IMC e na presença de comorbidades, após uma avaliação multidisciplinar rigorosa. O tratamento cirúrgico exige uma avaliação pré-operatória completa, incluindo aspectos nutricionais, psicológicos e clínicos. Contraindicações absolutas incluem transtornos psiquiátricos graves não controlados, dependência química ativa, e condições que impeçam a adesão ao acompanhamento pós-operatório. Doença coronariana e angina, embora aumentem o risco cirúrgico, não são contraindicações absolutas; pelo contrário, a cirurgia pode melhorar o prognóstico cardiovascular a longo prazo. Esses pacientes necessitam de otimização clínica e avaliação cardiológica aprofundada antes do procedimento.
As indicações formais incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com uma ou mais comorbidades graves relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono ou doença articular degenerativa.
Não, a doença coronariana e angina não são contraindicações absolutas. Pelo contrário, a obesidade é um fator de risco para essas condições. Elas exigem uma avaliação cardiológica rigorosa e otimização clínica pré-operatória para minimizar riscos.
As contraindicações absolutas incluem dependência de álcool ou drogas ilícitas não tratada, transtornos psiquiátricos graves não controlados, doenças que impeçam a adesão ao acompanhamento pós-operatório e gravidez.
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