HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Paciente de 29 anos, obesa mórbida com IMC: 42 kg/m² associada a refluxo esofágico Los Angeles C, diabetes não insulino-dependente e com padrão compulsivo por doces. Está em planejamento de cirurgia bariátrica. Dentre as técnicas abaixo, a mais adequada para o caso é:
Obesidade mórbida + DRGE grave + Diabetes + Compulsão por doces → Bypass Gástrico é a técnica mais adequada.
O Bypass Gástrico em Y de Roux é a técnica bariátrica mais indicada para pacientes com obesidade mórbida associada a comorbidades como refluxo gastroesofágico grave e diabetes mellitus tipo 2, além de ser eficaz para pacientes com compulsão por doces, devido ao seu componente restritivo e disabsortivo.
A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para a obesidade mórbida e suas comorbidades, como diabetes tipo 2 e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). A escolha da técnica cirúrgica é crucial e deve ser individualizada, considerando o perfil do paciente, suas comorbidades e expectativas. Residentes e estudantes devem dominar as indicações e contraindicações de cada procedimento. O paciente descrito apresenta IMC de 42 kg/m² (obesidade mórbida), DRGE Los Angeles C (grave), diabetes não insulino-dependente e compulsão por doces. Nesses casos, o Bypass Gástrico em Y de Roux é a técnica mais adequada. Ele combina um componente restritivo (pequeno reservatório gástrico) com um componente disabsortivo (desvio do trânsito intestinal), o que resulta em excelente perda de peso, melhora significativa do diabetes e resolução ou melhora da DRGE. O Bypass gástrico é particularmente benéfico para DRGE, pois exclui o estômago distal e o duodeno do trânsito alimentar, reduzindo a exposição ácida ao esôfago. Para o diabetes, o desvio intestinal promove alterações hormonais que melhoram a sensibilidade à insulina. Outras técnicas como o Sleeve Gástrico podem piorar o refluxo, e balão intragástrico ou gastroplicatura endoscópica são menos eficazes para obesidade mórbida com comorbidades graves.
As indicações incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades associadas à obesidade (diabetes, hipertensão, apneia do sono, DRGE grave), após falha do tratamento clínico e acompanhamento multidisciplinar.
O Bypass Gástrico é preferível porque cria um pequeno reservatório gástrico e desvia o alimento do estômago e duodeno, reduzindo a exposição do esôfago ao ácido e melhorando o controle glicêmico de forma mais eficaz que outras técnicas, especialmente em pacientes com diabetes tipo 2.
O Sleeve Gástrico, embora eficaz na perda de peso, pode piorar ou induzir refluxo gastroesofágico devido à alteração da anatomia gástrica e aumento da pressão intraluminal. Além disso, seu impacto metabólico no diabetes pode ser menor em comparação com o Bypass em alguns casos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo