UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Qual dos pacientes abaixo NÃO tem indicação garantida de cirurgia bariátrica?
Indicação cirurgia bariátrica: IMC ≥40 ou IMC ≥35 com comorbidade grave. Hiperplasia prostática NÃO é comorbidade grave.
As indicações para cirurgia bariátrica são IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² associado a comorbidades graves e de difícil controle. A hiperplasia prostática benigna, embora associada à obesidade, geralmente não é considerada uma comorbidade grave que justifique a cirurgia bariátrica por si só.
A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para a obesidade mórbida e suas comorbidades, com indicações bem estabelecidas por diretrizes nacionais e internacionais. A obesidade é uma doença crônica complexa, com prevalência crescente, associada a diversas complicações que afetam a qualidade e expectativa de vida dos pacientes. Os critérios para indicação de cirurgia bariátrica incluem IMC ≥ 40 kg/m² (obesidade mórbida) ou IMC ≥ 35 kg/m² (obesidade grave) na presença de comorbidades graves e de difícil controle clínico. Exemplos de comorbidades que justificam a cirurgia incluem diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, apneia obstrutiva do sono, dislipidemia, doenças cardiovasculares, esteatose hepática com fibrose e osteoartrite incapacitante. A hiperplasia prostática benigna, embora comum em homens obesos, não é classificada como uma comorbidade grave que, por si só, garanta a indicação cirúrgica. O tratamento da obesidade é multidisciplinar, e a cirurgia bariátrica é uma ferramenta importante para pacientes selecionados, após falha do tratamento clínico conservador. A decisão deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios do procedimento e o potencial de melhora das comorbidades.
As principais indicações são IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² associado a comorbidades graves e de difícil controle, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono e doenças cardiovasculares.
A hiperplasia prostática benigna, embora possa ter alguma relação com a obesidade, não é considerada uma comorbidade grave ou de risco à vida que justifique a cirurgia bariátrica como tratamento primário, ao contrário de condições como diabetes ou apneia do sono.
Comorbidades graves incluem diabetes tipo 2 de difícil controle, hipertensão arterial grave, apneia obstrutiva do sono, dislipidemia grave, doenças cardiovasculares estabelecidas, osteoartrite incapacitante e esteatose hepática com fibrose.
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