IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente de 35 anos, feminino, com peso de 110kg e estatura de 1,70 procura serviço de cirurgia com interesse em submeter-se a procedimento bariátrico para induzir perda de peso. Sedentária. Ingesta de alimentos hipercalóricos. Relata transtorno de ansiedade sem acompanhamentos. Histórico familiar de neoplasia colorretal em familiares de 1°grau abaixo de 40 anos. Ultrassonografia evidenciou esteatose hepática moderada. Endoscopia digestiva alta apresenta pólipos adenomatosos em grande curvatura de corpo gástrico e duodeno (todos ressecados). H. pylori positivo. Hipertensa em uso de diurético e inibidores da enzima conversora da angiotensina. Realizou polissonografia que evidenciou despertares frequentes, roncos e períodos longos de apneia. Exames séricos não mostravam alterações. Espirometria sem distúrbios. O cirurgião emitiu guia para gastroplastia. Marque a correta:
Cirurgia bariátrica: IMC ≥40 ou ≥35 com comorbidades. H. pylori e pólipos requerem manejo pré-operatório específico e influenciam a escolha da técnica.
A paciente tem IMC de 38,06 kg/m², o que a coloca na faixa de indicação para cirurgia bariátrica (IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades). No entanto, a presença de H. pylori requer erradicação e confirmação pré-operatória. Além disso, o histórico de pólipos e familiar de neoplasia colorretal são fatores importantes que influenciam a escolha da técnica cirúrgica e a necessidade de acompanhamento, podendo adiar ou contraindicar o procedimento até a completa avaliação e manejo desses riscos.
A cirurgia bariátrica é uma opção terapêutica eficaz para a obesidade mórbida e suas comorbidades, mas sua indicação e o sucesso do tratamento dependem de uma avaliação multidisciplinar rigorosa. Os critérios incluem IMC elevado (≥40 kg/m² ou ≥35 kg/m² com comorbidades) e falha no tratamento clínico prévio. É fundamental que residentes compreendam a complexidade da seleção de pacientes. A avaliação pré-operatória deve ir além do IMC e das comorbidades metabólicas. Fatores como a presença de H. pylori exigem tratamento e confirmação de erradicação devido ao risco aumentado de complicações pós-cirúrgicas. O histórico de pólipos gastrointestinais e familiar de neoplasias, especialmente colorretais, são pontos críticos que podem influenciar a escolha da técnica cirúrgica e a necessidade de vigilância oncológica. A escolha da modalidade cirúrgica (Bypass Gástrico, Sleeve, entre outras) deve considerar o perfil de risco e as comorbidades do paciente. Além disso, a avaliação psicossocial e o acompanhamento de longo prazo são essenciais para o sucesso da cirurgia bariátrica, prevenindo complicações e garantindo a manutenção da perda de peso e a melhora da qualidade de vida.
No Brasil, a cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² associado a comorbidades graves que melhoram com a perda de peso, após falha do tratamento clínico por pelo menos dois anos.
A erradicação de H. pylori é crucial no pré-operatório da cirurgia bariátrica para reduzir o risco de complicações como úlceras de anastomose e deficiências nutricionais, além de diminuir o risco de câncer gástrico em longo prazo.
O histórico de pólipos, especialmente adenomatosos, e de neoplasia colorretal na família, exige avaliação cuidadosa e pode influenciar a escolha da técnica cirúrgica (ex: preferência por técnicas que permitam acesso endoscópico futuro) e a necessidade de rastreamento oncológico rigoroso.
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