UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Atualmente, 1 em cada 2 brasileiros encontra-se acima do peso ideal, e a obesidade cada vez mais se torna um problema de saúde pública. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
Cirurgia bariátrica: IMC ≥ 40 ou IMC 35-39,9 + comorbidade. Equipe multidisciplinar essencial para sucesso.
A cirurgia bariátrica é uma opção terapêutica eficaz para obesidade grave, com indicações claras baseadas no IMC e na presença de comorbidades. A abordagem multidisciplinar é crucial para o sucesso e segurança do paciente, abrangendo desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento pós-operatório, garantindo um tratamento integral.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial que atinge proporções epidêmicas globalmente, sendo um grave problema de saúde pública no Brasil. Sua prevalência crescente está associada a diversas comorbidades, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia e doenças cardiovasculares, elevando a morbimortalidade e impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. O tratamento da obesidade envolve mudanças no estilo de vida, terapia farmacológica e, em casos selecionados, cirurgia bariátrica. As indicações para a cirurgia bariátrica são bem estabelecidas: IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC entre 35 e 39,9 kg/m² com comorbidades. A avaliação e o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar são cruciais, garantindo a segurança do paciente e o sucesso a longo prazo do procedimento. É importante ressaltar que a cirurgia metabólica, uma variação da bariátrica, pode ser considerada para pacientes com DM2 refratário ao tratamento clínico otimizado, mesmo com IMC mais baixo. Contraindicações absolutas para a cirurgia incluem transtornos psiquiátricos não controlados, abuso de substâncias e condições clínicas que impeçam o procedimento cirúrgico. A idade > 60 anos não é uma contraindicação absoluta, mas exige avaliação mais criteriosa.
As indicações incluem obesidade com IMC ≥ 40 kg/m² ou obesidade com IMC entre 35 e 39,9 kg/m² na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada à obesidade, como diabetes tipo 2 ou hipertensão arterial.
A equipe multidisciplinar, composta por cirurgião, endocrinologista, cardiologista, pneumologista, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta e nutricionista, é fundamental para a avaliação pré-operatória, preparo do paciente e acompanhamento pós-cirúrgico, garantindo um tratamento seguro e eficaz.
No Brasil, os fármacos aprovados para o tratamento da obesidade incluem Sibutramina e Orlistat. Outras opções, como Liraglutida e Semaglutida, também são utilizadas, mas Beta-HCG e Naloxona não são aprovados para essa finalidade.
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