UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Qual das alternativas abaixo representa uma indicação fetal de cesariana?
Indicação fetal de cesariana = anomalia congênita que dificulte o parto vaginal ou exija manejo neonatal imediato.
As indicações de cesariana podem ser maternas, fetais ou ovulares. Anomalias congênitas fetais são indicações quando a via vaginal pode ser perigosa para o feto (ex: onfalocele, gastrosquise, mielomeningocele grande) ou quando o manejo neonatal imediato é crítico e facilitado pelo parto cirúrgico.
A decisão pela via de parto, seja vaginal ou cesariana, é um dos momentos mais críticos na obstetrícia, exigindo uma avaliação cuidadosa das condições maternas, fetais e ovulares. As indicações de cesariana são amplas e visam garantir a segurança da mãe e do bebê. Compreender as diferentes categorias de indicações é essencial para o residente, pois impacta diretamente o planejamento do parto e o prognóstico. As indicações fetais para cesariana incluem condições que tornam o parto vaginal arriscado ou inviável para o feto. Anomalias congênitas, como onfalocele ou gastrosquise (para evitar trauma às vísceras expostas), mielomeningocele grande (para proteger a lesão), ou certas cardiopatias congênitas que exigem estabilização imediata em centro especializado, podem justificar a via cirúrgica. Outras indicações fetais comuns são sofrimento fetal agudo, apresentação pélvica ou transversa, e macrossomia fetal extrema. É importante diferenciar as indicações fetais das maternas. Desproporção cefalopélvica, placentação anormal (como placenta prévia ou acretismo), deiscência de incisão uterina prévia e deformidades pélvicas congênitas ou adquiridas são exemplos de indicações maternas. A correta identificação da causa da indicação é crucial para a comunicação com a paciente e para o registro médico adequado, refletindo a complexidade da tomada de decisão no parto.
As indicações para cesariana são classificadas em maternas (ex: desproporção cefalopélvica, placenta prévia), fetais (ex: anomalias congênitas, sofrimento fetal) e ovulares (ex: apresentação anômala, gemelaridade).
Uma anomalia congênita indica cesariana quando o parto vaginal pode agravar a condição fetal (ex: ruptura de onfalocele), quando o tamanho da anomalia impede a passagem pelo canal de parto, ou quando é necessário acesso imediato para intervenção neonatal.
Exemplos incluem placenta prévia total, desproporção cefalopélvica, histórico de cirurgia uterina com risco de ruptura (como miomectomia com abertura da cavidade ou cesariana anterior com deiscência), e deformidades pélvicas congênitas ou adquiridas.
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