Cerclagem Uterina: Indicações e Contraindicações Essenciais

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024

Enunciado

Em relação à incontinência ou insuficiência cervical, pode-se afirmar que a cerclagem está indicada nos casos a seguir, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Após uma perda fetal, com o quadro clínico de insuficiência cervical; o exame transvaginal do colo uterino está indicado a partir de 16 a 24 semanas da gravidez.
  2. B) Até 24 semanas da gestação, em pacientes com dilatação cervical <4 cm e herniação das membranas, sem contração e/ou parto, afastada a infecção intramniótica.
  3. C) Quando a técnica transabdominal puder ser realizada como alternativa à técnica transvaginal e tiver como principal indicação o prolapso do saco amniótico.
  4. D) Com história de uma ou mais perdas gestacionais, com quadro clínico de insuficiência cervical, compõe o grupo de mulheres que se beneficiarão com a cirurgia, devendo ser realizada entre 12 e 14 semanas de gravidez, após a ultrassonografia revelar feto vivo e sem anomalias.

Pérola Clínica

Cerclagem transabdominal é para falha da transvaginal ou anatomia desfavorável, não para prolapso de saco amniótico.

Resumo-Chave

A cerclagem transabdominal é uma técnica mais complexa, geralmente reservada para casos de falha da cerclagem transvaginal ou quando esta não é viável anatomicamente. A presença de prolapso do saco amniótico, especialmente com dilatação avançada, é uma situação de alto risco e, muitas vezes, contraindicação para cerclagem, independentemente da via.

Contexto Educacional

A insuficiência ou incompetência cervical é uma causa importante de perdas gestacionais no segundo trimestre e partos prematuros. A cerclagem uterina é um procedimento cirúrgico que visa reforçar o colo uterino, prevenindo sua dilatação precoce. É fundamental para residentes compreenderem as diferentes indicações e técnicas para otimizar os resultados gestacionais. Existem três tipos principais de cerclagem: profilática (eletiva), terapêutica (de resgate) e de emergência. A cerclagem profilática é realizada entre 12 e 14 semanas em pacientes com história de insuficiência cervical. A terapêutica é indicada quando há encurtamento cervical significativo na ultrassonografia, e a de emergência em casos de dilatação cervical com membranas protusas. A técnica transabdominal é uma alternativa para casos específicos, como falha da cerclagem transvaginal ou anatomia desfavorável, e não é a principal indicação para prolapso de saco amniótico. A compreensão das indicações precisas, contraindicações e os riscos associados a cada tipo de cerclagem é crucial para a prática clínica e para a tomada de decisões informadas, visando a segurança materno-fetal. A avaliação cuidadosa do colo uterino e a exclusão de infecção são passos essenciais antes de qualquer procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para a cerclagem uterina?

As principais indicações incluem história de perdas gestacionais tardias devido à insuficiência cervical (cerclagem profilática), achados ultrassonográficos de encurtamento cervical significativo em gestações de risco (cerclagem terapêutica) e, em casos selecionados, dilatação cervical com membranas protusas (cerclagem de emergência).

Quando a cerclagem transabdominal é considerada?

A cerclagem transabdominal é geralmente reservada para pacientes com falha de cerclagem transvaginal prévia, colo uterino muito curto ou deformado, ou outras anomalias anatômicas que impeçam a cerclagem transvaginal. É frequentemente realizada antes da gravidez ou no início do primeiro trimestre.

Quais são as contraindicações para a cerclagem uterina?

As contraindicações incluem trabalho de parto ativo, infecção intra-amniótica, sangramento vaginal ativo, ruptura prematura de membranas, anomalias fetais incompatíveis com a vida e feto inviável. A presença de prolapso de membranas requer avaliação cuidadosa e pode ser uma contraindicação em muitos casos.

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