AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Em relação à incontinência ou insuficiência cervical, pode-se afirmar que a cerclagem está indicada nos casos a seguir, EXCETO:
Cerclagem transabdominal é para falha da transvaginal ou anatomia desfavorável, não para prolapso de saco amniótico.
A cerclagem transabdominal é uma técnica mais complexa, geralmente reservada para casos de falha da cerclagem transvaginal ou quando esta não é viável anatomicamente. A presença de prolapso do saco amniótico, especialmente com dilatação avançada, é uma situação de alto risco e, muitas vezes, contraindicação para cerclagem, independentemente da via.
A insuficiência ou incompetência cervical é uma causa importante de perdas gestacionais no segundo trimestre e partos prematuros. A cerclagem uterina é um procedimento cirúrgico que visa reforçar o colo uterino, prevenindo sua dilatação precoce. É fundamental para residentes compreenderem as diferentes indicações e técnicas para otimizar os resultados gestacionais. Existem três tipos principais de cerclagem: profilática (eletiva), terapêutica (de resgate) e de emergência. A cerclagem profilática é realizada entre 12 e 14 semanas em pacientes com história de insuficiência cervical. A terapêutica é indicada quando há encurtamento cervical significativo na ultrassonografia, e a de emergência em casos de dilatação cervical com membranas protusas. A técnica transabdominal é uma alternativa para casos específicos, como falha da cerclagem transvaginal ou anatomia desfavorável, e não é a principal indicação para prolapso de saco amniótico. A compreensão das indicações precisas, contraindicações e os riscos associados a cada tipo de cerclagem é crucial para a prática clínica e para a tomada de decisões informadas, visando a segurança materno-fetal. A avaliação cuidadosa do colo uterino e a exclusão de infecção são passos essenciais antes de qualquer procedimento.
As principais indicações incluem história de perdas gestacionais tardias devido à insuficiência cervical (cerclagem profilática), achados ultrassonográficos de encurtamento cervical significativo em gestações de risco (cerclagem terapêutica) e, em casos selecionados, dilatação cervical com membranas protusas (cerclagem de emergência).
A cerclagem transabdominal é geralmente reservada para pacientes com falha de cerclagem transvaginal prévia, colo uterino muito curto ou deformado, ou outras anomalias anatômicas que impeçam a cerclagem transvaginal. É frequentemente realizada antes da gravidez ou no início do primeiro trimestre.
As contraindicações incluem trabalho de parto ativo, infecção intra-amniótica, sangramento vaginal ativo, ruptura prematura de membranas, anomalias fetais incompatíveis com a vida e feto inviável. A presença de prolapso de membranas requer avaliação cuidadosa e pode ser uma contraindicação em muitos casos.
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