SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Nas crianças com quadro de Síndrome nefrótica, a biopsia renal tem as seguintes indicações, EXCETO:
Síndrome nefrótica em crianças < 1 ou > 12 anos, córtico-resistência, hematúria, hipertensão ou disfunção renal → Biópsia renal indicada.
A síndrome nefrótica em crianças, especialmente a de lesões mínimas, geralmente responde bem a corticosteroides. A biópsia renal é reservada para casos atípicos ou complicados, como córtico-resistência, hematúria persistente, disfunção renal ou idade de início fora da faixa típica (1-12 anos).
A síndrome nefrótica pediátrica é a doença glomerular mais comum na infância, caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. A maioria dos casos em crianças, especialmente entre 1 e 12 anos, é de doença de lesões mínimas, que geralmente responde bem à corticoterapia e tem um prognóstico favorável. A biópsia renal não é indicada rotineiramente para todas as crianças com síndrome nefrótica. Ela é reservada para situações atípicas ou complicadas que sugerem uma histologia diferente da doença de lesões mínimas. As indicações incluem: córtico-resistência, idade de início < 1 ano ou > 12 anos, hematúria macroscópica persistente, hipertensão grave e persistente não relacionada à corticoterapia, e alteração da função renal. O início da síndrome nefrótica entre 1 e 5 anos de idade é considerado a apresentação típica da doença de lesões mínimas, que responde bem aos corticosteroides. Portanto, nessa faixa etária, a biópsia renal não é uma indicação inicial, a menos que outras características atípicas estejam presentes. A biópsia é crucial para guiar o tratamento em casos refratários ou com suspeita de outras glomerulopatias.
As principais indicações incluem córtico-resistência, idade de início < 1 ano ou > 12 anos, hematúria macroscópica persistente, hipertensão grave e persistente, e alteração da função renal.
Nessa faixa etária, a maioria dos casos de síndrome nefrótica é de doença de lesões mínimas, que tem boa resposta aos corticosteroides e um curso benigno, tornando a biópsia desnecessária inicialmente.
A córtico-resistência sugere uma histologia diferente da doença de lesões mínimas (ex: glomeruloesclerose segmentar e focal), que tem pior prognóstico e requer terapias alternativas, justificando a biópsia para guiar o tratamento.
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