HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Paciente feminina, 68 anos, com diagnóstico de osteopenia há dois anos, procura atendimento devido a dores ósseas difusas. Relata menopausa desde os 50 anos e nega fraturas anteriores. Exames laboratoriais recentes mostram níveis de cálcio sérico normais e vitamina D em 25 ng/mL. Densitometria óssea revela T-score de -2,3 na coluna lombar e -1,9 no fêmur. A paciente apresenta histórico familiar de fratura de quadril (mãe aos 72 anos). O cálculo do FRAX Brasil sem DMO indica risco de fratura maior em 10 anos de 15% e fratura de quadril de 4%. Com base nos critérios do FRAX Brasil 2.0, qual das seguintes condutas seria mais adequada para esta paciente?
FRAX Brasil: iniciar tratamento se risco de fratura de quadril > 3% ou fratura osteoporótica maior > 20%.
A paciente apresenta osteopenia (T-score -2,3), mas o risco de fratura deve ser avaliado pelo FRAX. Com risco de fratura de quadril de 4% (acima de 3%), o tratamento farmacológico com bisfosfonatos é indicado, mesmo com T-score de osteopenia.
A osteopenia, definida por um T-score entre -1,0 e -2,5 na densitometria óssea, representa uma redução da massa óssea, mas não é sinônimo de osteoporose. No entanto, pacientes com osteopenia podem ter alto risco de fratura, especialmente se houver outros fatores de risco. A decisão de iniciar tratamento farmacológico não se baseia apenas no T-score, mas também na avaliação do risco absoluto de fratura. O FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) é uma ferramenta validada que estima o risco de fratura osteoporótica maior (coluna, antebraço, quadril ou úmero) e de fratura de quadril em 10 anos, considerando idade, sexo, IMC, histórico de fratura prévia, uso de glicocorticoides, tabagismo, alcoolismo, artrite reumatoide e histórico familiar de fratura de quadril. No Brasil, os critérios para iniciar tratamento farmacológico em pacientes com osteopenia são: risco de fratura de quadril > 3% ou risco de fratura osteoporótica maior > 20% em 10 anos. Neste caso, a paciente tem 68 anos, osteopenia (T-score -2,3), histórico familiar de fratura de quadril e um risco de fratura de quadril de 4% pelo FRAX, o que excede o limiar de 3%. Portanto, a conduta mais adequada é iniciar bisfosfonatos. A suplementação de cálcio e vitamina D é importante, mas não suficiente para pacientes com alto risco de fratura. A vitamina D de 25 ng/mL é considerada insuficiente por muitas diretrizes, que recomendam níveis acima de 30 ng/mL.
O tratamento farmacológico para osteopenia é indicado quando o T-score está entre -1,0 e -2,5 e o FRAX Brasil 2.0 indica risco de fratura de quadril maior que 3% ou risco de fratura osteoporótica maior que 20% em 10 anos.
O FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) é uma ferramenta que calcula o risco absoluto de fratura em 10 anos, integrando fatores de risco clínicos e, se disponível, a densidade mineral óssea, auxiliando na decisão de iniciar o tratamento.
A vitamina D é crucial para a absorção de cálcio no intestino e para a mineralização óssea. Níveis adequados (geralmente >30 ng/mL) são essenciais para a prevenção e tratamento da osteoporose, embora 25 ng/mL seja considerado aceitável por algumas diretrizes, a otimização é sempre benéfica.
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