SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2016
A indicação de tomografia de crânio em pacientes com traumatismo cranioencefálico, hoje, deve ser bastante liberal. No entanto, você trabalha em local com poucos recursos e não tem condições de realizá-la deste modo, devendo selecionar os pacientes que encaminha para realizar o exame. Você atende 5 pacientes com trauma fechado, todos com trauma de crânio leve, mas só consegue autorização para transferir um dos pacientes para o serviço de referência que realiza o exame. Os outros quatro doentes devem ser tratados sem a tomografia. Você opta por transferir:
TCE leve em idoso com alteração de memória ou vômitos → TC de crânio.
Em TCE leve, a presença de fatores de risco como idade avançada (>60-65 anos), amnésia pós-traumática, vômitos, uso de anticoagulantes ou mecanismo de trauma perigoso, mesmo com Glasgow 15, justifica a realização de TC de crânio.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, definido por uma Escala de Coma de Glasgow (ECG) de 13 a 15, é uma condição comum no pronto-socorro. Embora a maioria dos pacientes tenha um bom prognóstico, uma pequena porcentagem pode desenvolver lesões intracranianas graves. A indicação de tomografia de crânio (TC) é crucial para identificar esses casos, especialmente em ambientes com recursos limitados. Critérios como os de New Orleans e Canadian CT Head Rule auxiliam na seleção de pacientes com TCE leve que necessitam de TC. Fatores de risco importantes incluem idade avançada (>60-65 anos), vômitos, amnésia pós-traumática, cefaleia intensa, uso de anticoagulantes, convulsão pós-traumática e mecanismo de trauma perigoso. A presença de qualquer um desses fatores, mesmo com ECG 15, aumenta o risco de lesão intracraniana e justifica a realização do exame. É fundamental não subestimar alterações sutis do estado mental ou amnésia em idosos, pois podem mascarar lesões intracranianas significativas. A observação clínica é importante, mas a TC é o padrão ouro para exclusão de lesões. A decisão de transferir um paciente para TC deve priorizar aqueles com maior risco de deterioração neurológica.
Os principais critérios incluem idade >60-65 anos, vômitos, amnésia pós-traumática, cefaleia intensa, uso de anticoagulantes, convulsão pós-traumática e mecanismo de trauma perigoso, mesmo com Glasgow 15.
Pacientes idosos têm maior fragilidade cerebral, maior risco de atrofia cerebral e vasos mais frágeis, o que os torna mais suscetíveis a lesões intracranianas significativas com traumas de menor energia.
A amnésia pós-traumática, especialmente a anterógrada (não lembrar o que aconteceu após o trauma), é um sinal de disfunção cerebral e um critério importante para a realização de TC de crânio, indicando maior risco de lesão.
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