CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
A indicação de terapia de substituição renal está indicada com taxa de filtração glomerular inferior a:
TFG < 10 mL/min/1,73m² ou sintomas urêmicos refratários → indicação de TRS.
A indicação de terapia de substituição renal (TRS) não se baseia apenas na TFG, mas também na presença de sintomas urêmicos refratários ao tratamento conservador, como hipercalemia grave, acidose metabólica, sobrecarga volêmica e pericardite urêmica. No entanto, uma TFG abaixo de 10 mL/min/1,73m² é um limiar crítico.
A doença renal crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que afeta milhões de pessoas globalmente. A fase terminal da DRC, ou estágio 5, é caracterizada por uma perda significativa da função renal, exigindo terapia de substituição renal (TRS) para manter a vida. Compreender os critérios para iniciar a TRS é fundamental para a prática clínica e para as provas de residência. A indicação de TRS não é baseada exclusivamente em um valor de taxa de filtração glomerular (TFG), mas sim em uma avaliação clínica abrangente. Embora uma TFG inferior a 10-15 mL/min/1,73m² seja um limiar comum, a presença de sintomas urêmicos refratários ao tratamento conservador, como hipercalemia grave, acidose metabólica intratável, sobrecarga volêmica refratária a diuréticos, pericardite urêmica, encefalopatia urêmica ou desnutrição progressiva, são indicações absolutas, independentemente da TFG. O manejo da DRC terminal envolve a escolha da modalidade de TRS mais adequada para o paciente, que pode ser hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. A decisão deve ser individualizada, considerando as comorbidades do paciente, seu estilo de vida, suporte social e preferências. O objetivo é melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida, minimizando as complicações da uremia.
Os principais critérios incluem uma taxa de filtração glomerular (TFG) inferior a 10-15 mL/min/1,73m² e/ou a presença de sintomas urêmicos refratários ao tratamento conservador, como hipercalemia, acidose metabólica, sobrecarga volêmica e pericardite.
Não, a TFG é um fator importante, mas não o único. A decisão de iniciar a diálise é multifatorial, considerando também a presença e gravidade dos sintomas urêmicos, o estado nutricional do paciente e comorbidades.
As principais modalidades de terapia de substituição renal são a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante renal. A escolha depende de fatores clínicos, sociais e da preferência do paciente.
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