FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
A desnutrição ainda é um dos maiores problemas de saúde pública nos países em desenvolvimento. É causa direta de aproximadamente 300 mil mortes/ano em todo o mundo e fator preditor independente de mortalidade. A desnutrição hospitalar pode ocorrer em 19 a 80% dos casos, na dependência do país e do grupo de pacientes estudados. A alternativa em que NÃO há indicação para nutrição enteral exclusiva é:
Indicação de NE exclusiva: via oral impossível/insegura (broncoaspiração, obstrução, fístula) ou ingestão oral <60% por tempo prolongado.
A nutrição enteral exclusiva é indicada quando a via oral é contraindicada ou insuficiente para cobrir as necessidades nutricionais, mesmo com suplementação, por um período prolongado. Condições como alto risco de broncoaspiração, obstrução mecânica alta do TGI ou fístulas digestivas altas tornam a via oral inviável ou perigosa, justificando a exclusividade da NE.
A desnutrição hospitalar é um problema de saúde pública global, afetando uma parcela significativa dos pacientes internados e impactando negativamente o prognóstico, aumentando a morbimortalidade e os custos de saúde. O suporte nutricional adequado, incluindo a nutrição enteral (NE), é fundamental para reverter ou prevenir esse quadro. A NE é preferível à nutrição parenteral quando o trato gastrointestinal está funcionante, sendo mais fisiológica e com menor risco de complicações. A indicação para nutrição enteral exclusiva surge em cenários onde a via oral é inviável, insegura ou incapaz de suprir as necessidades nutricionais do paciente. Isso inclui situações de alto risco de broncoaspiração (como em pacientes com alterações neurológicas ou disfagia grave), obstruções mecânicas altas do trato digestivo (neoplasias de esôfago, estenoses) ou fístulas digestivas altas que impedem a progressão do alimento. Quando a ingestão oral, mesmo com suplementação, não atinge um mínimo de 60-75% das necessidades por um período prolongado (geralmente >7-10 dias), a NE exclusiva pode ser considerada, embora muitas vezes se inicie com NE suplementar. O manejo da nutrição enteral requer avaliação contínua das necessidades do paciente, monitoramento de tolerância e prevenção de complicações como diarreia, constipação, distensão abdominal e broncoaspiração. A escolha da fórmula, via de acesso e taxa de infusão deve ser individualizada. O objetivo é otimizar o estado nutricional, melhorar a resposta ao tratamento e reduzir as complicações associadas à desnutrição, contribuindo para uma recuperação mais rápida e eficaz.
As principais indicações incluem risco elevado de broncoaspiração, obstrução mecânica alta do trato gastrointestinal, fístulas digestivas altas e ingestão oral persistentemente insuficiente (<60% das necessidades) por tempo prolongado, mesmo com suplementação.
A nutrição enteral suplementar complementa a ingestão oral quando esta é insuficiente, enquanto a nutrição enteral exclusiva substitui completamente a via oral quando esta é impossível, contraindicada ou incapaz de atender às necessidades.
A desnutrição hospitalar é um fator preditor independente de mortalidade, aumenta o tempo de internação, os custos e a incidência de complicações, sendo crucial o rastreamento e intervenção nutricional precoce.
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